A pesca da tainha na modalidade emalhe anilhado atingiu 81% do limite estabelecido para a safra de 2026. O anúncio foi realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura na terça-feira (23). A atividade é encerrada quando se atinge 85% da cota, conforme portaria publicada em fevereiro. A modalidade é conhecida pelas embarcações com redes, sendo usada exclusivamente em Santa Catarina.

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O limite total de captura da tainha para o ano de 2026 na modalidade foi fixado em 1.094 toneladas. Os dados são do PesqBrasil – Monitoramento, voltado para acompanhamento do volume de pesca da tainha durante a safra.

FOTOS: Como foi a safra da tainha em 2025

Emalhe liso tem cota ampliada em mais de 300 toneladas

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (24) a ampliação da cota para emalhe costeiro de superfície, popularmente conhecida como emalhe liso. O montante chegou a 2.394 toneladas após o acréscimo de 324 toneladas. 

A cota também contempla 88 embarcações da modalidade de emalhe anilhado, que poderão operar com emalhe liso, observadas as condições, os limites e os instrumentos de controle estabelecidos na norma. 

— A decisão busca compatibilizar a conservação da tainha com a continuidade da atividade pesqueira, considerando a importância da safra para a geração de renda, a segurança alimentar, a organização comunitária e a manutenção de práticas tradicionais nas comunidades costeiras — destacou o governo.

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Polêmica sobre a cota da tainha em SC

Os limites para a pesca da tainha durante a safra de 2026 viraram polêmica nacional. A modalidade de arrasto de praia atingiu o limite de captura após 38 dias do início da safra.

A decisão do governo federal de suspender a modalidade gerou mobilização do governo de SC e de pescadores, que buscavam a reversão da medida. Dois dias após anunciar a suspensão da atividade, o Ministério da Pesca e Aquicultura recuou e divulgou que iria realizar a ampliação do arrasto de praia no Estado.

Em entrevista exclusiva ao NSC Total, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, destacou que os limites estabelecidos podem ser revistos ao longo da safra.

— Eu não posso te falar que agora “acabou, acabou”. Eu acho que a gente precisa olhar para a safra deste ano. A gente está sempre aberto ao diálogo, temos um grupo de trabalho que vai monitorar a safra deste ano que já está trabalhando a safra para 2027. Eu acredito que cabe à gente monitorar a pesca para ter a melhor gestão desse recurso. A gente estará monitorando com lupa essa pescaria, essa safra que é atípica, uma supersafra, uma das maiores dos últimos 50 anos — destacou o ministro.

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