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Efeito da vacinação

Pós-pandemia: Turismo de SC aposta em temporada de verão com mais movimento

Entidades do Estado ainda não falam em normalidade, mas dizem que a busca por informações para o fim do ano aumentou

12/07/2021 - 14h50 - Atualizada em: 13/07/2021 - 11h02

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Expectativa é de movimento mais intenso na temporada de verão do que no ano anterior
Expectativa é de movimento mais intenso na temporada de verão do que no ano anterior
(Foto: )

Com o avanço da vacinação contra Covid-19, um dos setores mais afetados pela pandemia, o turismo está otimista para a temporada de verão em Santa Catarina. Entidades do Estado dizem que o setor ainda não atingirá a normalidade, mas a expectativa é de movimento mais intenso do que no ano anterior.

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Conforme dados do Almanach, publicados pela Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur), no Réveillon de 2020, a média de ocupação dos hotéis dos destinos de verão em SC foi de cerca de 60%, um número abaixo do que é considerado uma boa temporada de verão: com cerca de 80% a 85% de ocupação. 

Embora não seja possível consolidar a previsão em números ainda, já que, com a pandemia, as pessoas passaram a fazer reservas mais perto da data da viagem, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina (ABIH/SC), Rui Schürmann, diz que a procura por informações aumentou, o que deixa o setor mais otimista.

— Houve um aumento na busca por informações. As pessoas voltaram a mandar e-mail, perguntar quanto custa o pacote de Natal, de Réveillon, então esse é um bom indicativo. A luz do fim do túnel começa a ficar mais forte — diz Schürmann.

Turismo doméstico

Mesmo com a previsão de que Argentina e Uruguai abram as fronteiras para viagens internacionais em breve, a expectativa é que os turistas desses países, que costumam lotar as praias do Estado, ainda não viajem para o Brasil. Santa Catarina deve atrair mais visitantes domésticos. 

De acordo com o presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de SC (Fhoresc), Estanislau Bresolin, o setor não espera muitos argentinos neste ano, já que o país vizinho, além de ser afetado pela pandemia, enfrenta uma grave crise econômica.

— O país (Argentina) está numa situação muito difícil. Já nas duas últimas temporadas teve reflexo disso no nosso turismo. Então a gente não acredita que eles venham. Pode zerar o vírus, mas o argentino ainda não tem condições para viajar — explica.

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Ainda não se fala em "normalidade"

Com um cenário ainda incerto quanto à vacinação contra Covid no Estado — a expectativa do Governo de SC é de aplicar a primeira dose em todos com mais de 18 anos até 31 de agosto, mas dados mostram que com o ritmo atual não será possível atingir a meta — ainda não é possível falar em normalidade para o setor de turismo. 

— A gente ainda não sabe se vai ter festa de Réveillon, se vai ter Carnaval, está incerto. Nós esperamos, sem dúvida, uma melhora significativa em relação ao ano passado, mas não voltamos à normalidade. Os estudos que foram feitos é que a normalidade só deve se apresentar em 2023, de voltar aquele cenário sem vírus — diz o presidente da Fhoresc.

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