O prefeito afastado de Ibirama não poderá voltar ao cargo até o julgamento na Operação Mensageiro. A decisão unânime é da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e foi publicada na manhã desta quinta-feira (4). Adriano Poffo (MDB) está longe do Executivo Municipal desde abril do ano passado, quando foi preso junto com o secretário de Administração.

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Poffo passou seis meses na cadeia. Durante esse período, a Câmara de Vereadores de Ibirama votou um pedido de impeachment dele que foi negado no plenário. Ele deixou a prisão em outubro, porém a Justiça determinou o afastamento de cargo por seis meses. Com o fim desse prazo, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu que a medida se estenda até o julgamento, o que foi acatado.

“A 5ª Câmara Criminal decidiu, por unanimidade, deferir o requerimento do Ministério Público do Estado de Santa Catarina e, consequentemente, ampliar o afastamento da função pública de prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, até o julgamento de mérito da ação penal, nos termos do artigo 319, inciso vi, do Código de Processo Penal”, diz trecho da decisão.

O MPSC sustenta em denúncia enviada ao Poder Judiciário que Poffo recebia propina para beneficiar a Serrana Engenharia pelo menos desde 2019. Ao longo dos quase três anos em que teria participado do esquema, segundo o processo, ele recebeu pagamentos mensais de R$ 2,5 mil. A empresa tinha contrato de coleta de lixo na cidade do Alto Vale do Itajaí.

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Em julho de 2023, a defesa do prefeito afastado afirmou ter convicção da inocência do cliente e disse entender “que a denúncia está embasada em suposições do órgão acusador, que não se sustentam, até porque todos os delatores são uníssonos em afirmar que Adriano jamais praticou qualquer ato ilícito”. Procurados, nem os advogados de Poffo, nem o prefeito afastado de Ibirama foram localizados pela reportagem. O espaço segue aberto.

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