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    Prefeito de Itajaí defende protocolo com ivermectina: “não podemos ficar vendo a banda passar”

    Volnei Morastoni disse, em entrevista à NSC TV, que o município tem fundamentação e observações clínicas para a aplicação da droga

    16/07/2020 - 09h44 - Atualizada em: 16/07/2020 - 09h46

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    Augusto
    Por Augusto Ittner
    Ivermectina, remédio com supostos efeitos que previnem a Covid-19, segundo alguns médicos.
    Ivermectina, remédio com supostos efeitos que previnem a Covid-19, segundo alguns médicos.
    (Foto: )

    O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, voltou a defender na manhã desta quinta-feira (16) o protocolo com ivermectina para uma suposta prevenção à Covid-19. Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, ele justificou que o município não poderia “ficar apenas vendo a banda passar”, ao se referir sobre o aumento de casos, mortes e ocupação de leitos de UTI por conta do novo coronavírus.

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    Morastoni diz que a prefeitura não quis esperar por medidas como um remédio ou uma vacina justamente por conta do avanço da pandemia na região da Foz do Itajaí-Açu. O prefeito garante que há fundamentação para a distribuição da ivermectina e aponta que o medicamento não tem efeitos colaterais.

    — Não podemos ficar apenas com medidas não farmacológicas, com leitos e enfermarias esperando que as pessoas piorem o sistema respiratório para irem à UTI. Por isso entramos com o protocolo antecipado, principalmente nos casos positivos e para prevenção, usando a ivermectina. Precisamos decidir entre ficar esperando até que venha a vacina, ou fazer alguma coisa a mais — defende Volnei Morastoni.

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    — Não se prejudica o paciente. Não vou dar um medicamento ou adotar um procedimento que vai fazer mal. Então enquanto se busca uma solução definitiva, nós podemos e precisamos antecipar alguma coisa para não ficar apenas na expectativa — completa.

    Ivermectina custará R$ 4 milhões para Itajaí

    De acordo com informações da colunista do Santa e da NSC, Dagmara Spautz, As três rodadas de aplicação de doses de ivermectina para “prevenir” contra o coronavírus em Itajaí custarão R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. A encomenda foi feita ao laboratório com dispensa de licitação, em caráter emergencial. A medicação não tem comprovação científica de que funcione para evitar ou tratar a Covid-19.

    Coronavírus em Itajaí

    Dados divulgados nesta quarta-feira pelo governo do Estado apontam que Itajaí tem 2.422 casos de Covid-19 e 58 mortes. Ao todo, a Foz do Itajaí-Açu é a macrorregião de saúde com mais pacientes infectados e óbitos relacionados ao novo coronavírus: 9.268 e 150, respectivamente.

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