Um projeto de lei quer criar um Censo para mapear a quantidade e perfil socioeconômico de pessoas com autismo em Joinville. De autoria do vereador Brandel Junior (Podemos), a ideia é que o material sirva para direcionar as políticas públicas para atendimento de continuidade.

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Conforme o Projeto de Lei Ordinária 203/2022, o material será útil para saber quantas destas pessoas dependem do atendimento de saúde no SUS e estão matriculadas na rede municipal de ensino, por exemplo.

De acordo com o vereador, para avançar no tema, é importante identificar a quantidade e grau de autismo, dados pessoais, nível de renda e escolaridade, localização residencial, entre outros pontos.

— Sabemos que o tratamento precoce é primordial para a autonomia e desenvolvimento da pessoa que tem autismo — explica.

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Apesar do Censo IBGE abranger o tema, Brandel diz que a cobertura é insuficiente.

— É por amostragem. Simplesmente com a pergunta sim ou não, sem perguntar a realidade socioeconômica — cita.

O projeto, apresentado em agosto, foi aprovado pela Câmara e enviado ao prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo). De acordo com o vereador do Podemos, se sancionado, caberá ao Executivo financiar a execução do Censo a cada dois anos.

Associação de Amigos do Autista apoia projeto

Procurada pela reportagem do AN, Andréia Bitencourt, coordenadora da Associação de Amigos do Autista (AMA) de Joinville disse que o projeto é importante para as famílias e a causa do autismo, já que na cidade não há dados específicos sobre o tema, como a quantidade de pessoas com diagnóstico e quais serviços têm acesso.

— Vamos ter uma visão geral da quantidade de crianças com diagnóstico, se elas estão sendo atendidas, se estão com acompanhamento médico, multidisciplinar e se estão recebendo orientações — analisa.

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AMA Joinville
AMA Joinville fica localizado no bairro Bom Retiro (Foto: AMA Joinville, Reprodução)

Ela afirma que o Censo vai beneficiar a criação de políticas públicas, aumentar a visibilidade e reforçar a importância do diagnóstico e o atendimento precoce.

— Nós somos referência na avaliação e no tratamento, mas precisamos de mais parcerias para que as pessoas consigam compreender o quanto a AMA é importante. É o futuro das crianças e das famílias — finaliza.

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