O nome de Antenor Angeloni voltou ao centro das atenções após uma decisão da Justiça de Santa Catarina envolvendo um processo sobre patrimônio familiar e movimentações financeiras milionárias. Mas, muito antes do caso ganhar repercussão, o empresário já havia consolidado uma trajetória ligada ao comércio catarinense e ao futebol do Sul do Estado.
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Nascido em 1936, em Criciúma, Antenor completou 91 anos na última semana (15). Ele é um dos fundadores do Grupo Angeloni, rede que se tornou uma das maiores do setor supermercadista em Santa Catarina.
Qual a trajetória de Angeloni
A história da empresa começou de forma simples, em 1958, quando Antenor e o irmão, Arnaldo Angeloni, abriram uma pequena fiambreria em Criciúma. O empreendimento familiar cresceu ao longo das décadas e passou a investir no modelo de supermercados.
Com a expansão, a marca chegou às principais cidades catarinenses e, anos depois, ultrapassou as fronteiras do Estado. Em 2002, a rede inaugurou a primeira unidade fora de Santa Catarina, em Curitiba.
Atualmente, o Grupo Angeloni figura entre as maiores redes supermercadistas catarinenses e se tornou uma das marcas mais tradicionais do varejo no Sul do Brasil.
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Empresário também teve trajetória marcante no futebol
Além da atuação empresarial, Antenor Angeloni também construiu uma relação histórica com o Criciúma Esporte Clube, time pelo qual sempre declarou paixão.
Ele presidiu o clube em diferentes períodos e participou diretamente de momentos considerados decisivos para a história da equipe. Em 1978, esteve à frente da gestão quando o então Comerciário Esporte Clube passou a se chamar Criciúma Esporte Clube.
A primeira passagem na presidência durou até 1980. Depois, retornou ao comando em 1984 e, décadas mais tarde, voltou novamente à presidência entre 2010 e 2015.
Durante os períodos em que participou da administração do clube, o Criciúma conquistou títulos estaduais, obteve acessos nacionais e fortaleceu categorias de base.
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Antenor Angeloni voltou aos holofotes após decisão da Justiça
Nos últimos dias, o empresário voltou a ser assunto após o Tribunal de Justiça de Santa Catarina absolver Vandressa Salvador Cesca da acusação de abuso de incapaz em um processo envolvendo a criação de uma holding e movimentações financeiras superiores a R$ 24 milhões.
A denúncia apontava que ela teria se aproveitado de uma suposta fragilidade mental de Antenor para assumir o controle de patrimônio do empresário. No entanto, a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para comprovar o crime.
Segundo a decisão, laudos médicos feitos na época indicaram que o empresário tinha plena capacidade mental para tomar decisões sobre a própria vida e sobre questões patrimoniais. Documentos e depoimentos também mostraram que ele participou presencialmente de operações bancárias relacionadas ao caso.
O relatório final da investigação ainda apontou ausência de provas para responsabilização criminal e indicou que o conflito teria origem em disputas familiares e patrimoniais. Cabe recurso da decisão ao TJSC.
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