nsc
    dc

    Investigação

    Saiba quem é Dr. Jairinho, vereador do Rio de Janeiro preso pela morte do enteado Henry

    O político e a namorada, Monique Medeiros, foram presos nesta quinta-feira por suposta participação na morte do garoto Henry Borel Medeiros

    08/04/2021 - 08h23

    Compartilhe

    Por Metrópoles
    Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, é médico e vereador no Rio de Janeiro pelo partido Solidariedade
    Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, é médico e vereador no Rio de Janeiro pelo partido Solidariedade
    (Foto: )

    Aos 44 anos, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, é médico e vereador no Rio de Janeiro pelo partido Solidariedade. Nesta quinta-feira (8/4), ele foi preso suspeito de participação na morte do enteado Henry Borel Medeiros, de 4 anos.

    Dr. Jairinho está no quinto mandato na Câmara dos Vereadores. Nas últimas eleições, no ano passado, o político conquistou 16 mil votos dos cariocas.

    > Clique aqui e receba as principais notícias de Santa Catarina no WhatsApp

    Em 2004, Dr. Jairinho foi eleito pela primeira vez, aos 27 anos, e foi o vereador mais votado do PSC, com 24 mil votos. No pleito seguinte, em outubro de 2008, foi reeleito para o segundo mandato, com 23.880 votos.

    Nesse período, Dr. Jairinho assumiu como principal desafio a luta por um ensino de qualidade no município do Rio, ao ser autor dos decretos que suspenderam a aprovação automática nas escolas da rede municipal. Ao assumir o cargo, o prefeito Eduardo Paes revogou a aprovação automática nos dois últimos ciclos do Ensino Fundamental.

    Entenda o caso

    Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março, ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo o pai do garotinho, Leniel Borel, ele e o filho passaram, normalmente, o fim de semana juntos. Por volta das 19h do dia 7, o engenheiro o levou de volta para a casa da mãe do menino, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Ela mora com o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade).

    Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 do dia 8, ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

    > Deputados entram na Justiça para que Bolsonaro devolva dinheiro gasto nas férias em SC

    Leniel afirma que viu os médicos tentando reanimar o pequeno Henry, sem sucesso. O garotinho morreu às 5h42, conforme registro policial registrado pelo pai da criança.

    Segundo depoimentos prestados por Monique e Jairinho na 16ª DP, eles assistiam a uma série na televisão, quando, por volta das 3h30, encontraram Henry caído no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados. Ambos alegam acidente doméstico.

    Laudo mostra lesões graves

    O laudo de exame de necropsia no corpo de Henry foi o principal ponto de partida para a investigação sobre a morte do menino de 4 anos. Assinado pelo perito Leonardo Huber Tauil do Instituto Médico-Legal (IML), o documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, revela que o garoto morreu por hemorragia interna, laceração hepática por ação contundente, como socos e pontapés.

    Foram identificadas múltiplas lesões nos rins, pulmões, nas costas e na cabeça. Depois de ouvir 17 testemunhas, a Polícia Civil do Rio de Janeiro conta ainda com uma força-tarefa com peritos que ainda está debruçada em analisar 11 celulares e três computadores, apreendidos no último dia 26, de Monique, Jairinho e do pai de Henry, Leniel Borel. Investigadores tentam recuperar mensagens apagadas dos celulares do casal, que teriam sido apagadas na noite da morte da criança.

    Leia mais no Metrópoles, parceiro do NSC Total.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Polícia

    Colunistas