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Feminicídio

"Queria ser feliz", conta irmã de mulher assassinada em Florianópolis após terminar namoro

Vítima e suspeito tinham rompido namoro há 15 dias; ele ainda não foi preso

23/07/2021 - 10h29

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Catarina
Por Catarina Duarte
Elaine foi morta com pele menos cinco tiros pelo ex-namorado
Elaine foi morta com pele menos cinco tiros pelo ex-namorado
(Foto: )

A jogadora de futebol Elaine Modesto da Cruz, 23 anos, estava na casa da mãe no bairro Abraão, em Florianópolis, quando recebeu uma mensagem no celular. Era noite de quarta-feira (21). O texto curto pedia que ela fosse até a igreja da Vila Aparecida. A mãe implorou que ela não fosse, mas Elaine se despediu com um “já volto”. A jovem foi morta com pelo menos cinco tiros. O suspeito é o ex-companheiro de quem ela tinha se separado há 15 dias.

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O casal ficou junto por cerca de três anos. O fim da relação, conta a irmã de Elaine, Dilce Modesto, foi motivado por brigas. Mesmo com o término, a zagueira do Fanáticas F.C. recebia mensagem do ex-companheiro pedindo para voltar com ela.

— Ela queria ser feliz, mas tiram os sonhos dela. Como pudemos chegar nesta situação?— lamenta Dilce.

A mudança para a casa da mãe foi a forma de colocar um ponto final na relação já que enquanto namoravam, a jovem morava com o suspeito.

O delegado Ênio Mattos, da Divisão de Homicídios, afirmou que o homem ainda não foi preso, mas que a autoria do crime foi confirmada. O caso é tratado como feminicídio.

No local do crime, a Polícia Militar encontrou um capacete e uma mochila com dois celulares e documentos. Os objetos pertencem ao suspeito.

Pedidos de justiça e homenagens

Além de atuar no Fanáticas, time de futebol amador do bairro João Paulo, Elaine também jogava na zaga do time da associação do Itacorubi. Segundo a irmã, o futebol era paixão e lhe rendeu até medalhas.

Elaine atuava na gestão de projeto de reciclagem
Elaine atuava na gestão de projeto de reciclagem
(Foto: )

Além do esporte, Elaine gerenciava o programa "Plástico Social" da Associação de Coletores de Materiais Reciclagem (ACMR). Em junho, ela esteve em Brasília onde apresentou o projeto feito em Florianópolis em um congresso internacional.

Para homenagear a jovem, a ACMR tornou o dia 22 de julho, data de sua morte, como o “Dia Elaine”. O objetivo também é buscar pela solução rápida do caso e pela condenação do assassino.

Seu irmão Ademir da Cruz também pede por justiça: — Minha irmã só queria ficar em paz, trabalhar e seguir a vida dela. Ela era uma menina muito dedicada, batalhadora — diz.

A família se despediu de Elaine na quinta-feira (22) em um sepultamento no Cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi.

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