As mudanças na cobrança do Imposto de Renda, que passaram a valer em fevereiro, beneficiam de forma direta cerca de 16 milhões de brasileiros, segundo a Receita Federal. Em Santa Catarina, são mais de 1 milhão de contribuintes impactados com a isenção do imposto para quem ganha até R$ 5 mil e a redução para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
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Dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), indicavam que mais de 702,6 mil trabalhadores catarinenses que ganham até R$ 5 mil por mês deveriam deixar de pagar o imposto a partir de fevereiro.
No Estado, outras 307,2 mil pessoas possuem renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais, faixa que terá descontos progressivos do tributo. Em 2025, 725,3 mil declarantes de Imposto de Renda em Santa Catarina já não pagavam o Imposto de Renda.
Com as mudanças, a previsão da Receita era de que o número subisse para 1,42 milhão de contribuintes completamente isentos, indicador que representa uma injeção de recursos na economia do Estado. Uma projeção feita pela Receita Federal, com dados de dezembro de 2025 a partir de dados do empregador no eSocial, indica o número de contribuintes isentos em algumas das principais cidades de Santa Catarina. Confira:
Contribuintes que estão isentos com a nova tabela (R$ 0 a R$ 5 mil)
- Joinville – 149.383
- Florianópolis – 121.452
- Blumenau – 93.948
- Chapecó – 69.508
- Criciúma – 54.181
- Lages – 40.674
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Contribuintes que passaram a não pagar IR (R$ 3036 a R$ 5 mil)
- Joinville – 61.087
- Florianópolis – 42.241
- Blumenau – 40.507
- Chapecó – 26.746
- Criciúma – 19.685
- Lages – 13.770
Entenda as mudanças no Imposto de Renda
O que mudou
Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. Ainda, foram estabelecidos descontos parciais para rendas de até R$ 7.350.
A medida foi promessa de campanha do presidente e era uma das mais aguardadas na área econômica. O projeto chegou ao Congresso em março e foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
A lei estabelece incremento na tributação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais, como forma de manter o equilíbrio fiscal. Cerca de 140 mil contribuintes de maior renda devem ser impactados com a medida. A cobrança é gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Contribuintes que já pagam essa porcentagem, ou mais, não terão mudanças.
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