Em entrevista ao Fantástico, no domingo (16), a atriz Ingrid Guimarães revelou detalhes da violência que sofreu em um voo de Nova York para o Rio de Janeiro. A atriz viralizou nas redes sociais, na última semana, com um desabafo sobre o caso e levantou o debate sobre direitos do consumidor. Em uma checagem as regras da companhia, foi constatado que a norma usada para tirar Ingrid do lugar que havia comprado não existe.
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Nas redes sociais, no domingo (9), a atriz escreveu:
“Comprei uma passagem na Premiun Economy e quando já estava sentada com o cinto colocado um funcionário me comunicou que eu teria que sair do meu lugar e ir pra classe econômica pq tinha quebrado uma cadeira na executiva e a pessoa ia pegar meu lugar. Tipo é uma regra, sai do seu lugar que você pagou. Tendeu?”.
Segundo as regras da companhia, a American Airlines, a política prevê o downgrade — quando um passageiro de uma classe superior é transferido para uma inferior — em algumas situações, como:
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- Quando uma autoridade governamental precisa usar o assento;
- Uma questão climática em que seja necessário redistribuir o peso da aeronave;
- Situações fora do controle da companhia aérea.
A advogada da atriz, Simone Kamenetz, afirma que nenhuma dessas situações se aplicava ao caso e que a companhia deveria ter informado previamente a passageira sobre a impossibilidade de viajar na classe comprada.
A Associação Brasileira das Companhias Aéreas diz que acompanha com preocupação o excesso de judicialização no transporte aéreo e que o setor busca constantemente a evolução de processos e serviços para oferecer aos passageiros o melhor atendimento.
O secretário nacional de Defesa do Consumidor, Wadih Damous, orienta os passageiros a se informarem sobre seus direitos e denunciarem abusos aos Procons.
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Relato com mais detalhes
— Uma cadeira da executiva quebrou e eles escolheram uma pessoa da premium economy, que é aquela classe entre a executiva e a econômica, para sair. Aí, eu falei: “não, eu não vou sair, não, eu comprei e eu vou continuar aqui”. Aí, começaram as ameaças: “se você não sair, você nunca mais viaja de American Airlines” — relatou a atriz com mais detalhes.
Segundo Ingrid, a abordagem dos funcionários foi agressiva. Um comissário brasileiro anunciou no microfone que todo o voo teria que ser esvaziado por causa de uma única passageira.
— E depois veio o pior, que foi o constrangimento. Todos os brasileiros em pé olhando para mim. Aí, uma mulher que estava na primeira fila, com um bebê de colo, começou a gritar comigo e falou: “é isso mesmo, Ingrid? A gente vai ter que descer por causa de um capricho seu?”. Porque não foi explicado para os brasileiros que eu estava ali sendo arrancada — disse.
Sem alternativas, a atriz acabou aceitando sair e foi para a classe econômica.
— Eu falei: “eu vou sair, né?!” Eu me senti muito acuada, constrangida, com vergonha e com medo. Essa sensação muito ruim, de sentir medo dentro de um voo — afirma.
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*Sob supervisão de Luana Amorim
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