O rompimento de uma viga foi o que causou a evacuação de um prédio na Beira-mar Norte, em Florianópolis, nesta segunda-feira (15). Técnicos da Defesa Civil e da empresa responsável pela obra seguem no local para avaliação dos riscos e estabilização da estrutura. Não há prazo de quando a liberação deve ocorrer.

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Conforme Luiz Eduardo Machado, superintendente da Defesa Civil de Florianópolis, por conta do rompimento da estrutura havia o risco do prédio, localizado em frente ao Bolsão da Casan, na esquina entre a Travessa Abílio de Oliveira e a Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, colapsar.

— Teve um elemento bastante importante da estrutura, que era um pilar e algumas vigas que estão completamente comprometidas, [onde] houve um rompimento dessa viga. Ela rompeu completamente e não exerce mais a sua função de absorver esses esforços e dar estabilidade para a edificação […]. O que os técnicos da engenharia nos passaram é que havia um risco, e há um risco ainda iminente de novos colapsos. Eles não entenderam que haveria um tombamento exacerbado por um lado ou outro, mas que poderia, de alguma forma, repuxar ou puxar o prédio — explica.

Prédio na Beira-Mar Norte, em Florianópolis, é esvaziado por risco de queda

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Por conta disso, o local foi totalmente evacuado nesta segunda-feira. Os moradores, segundo a Defesa Civil, foram para a casa de parentes e hotéis da região.

Agora, uma empresa contratada pelo condomínio trabalha na estabilização da estrutura, que deve durar até sexta-feira. Isso permitirá que os moradores retornem aos apartamentos para retirar pertences. No entanto, para que eles voltem a morar no local, ainda será necessária uma nova etapa, que não tem prazo para ser finalizada.

— Assim que terminar a estabilização emergencial, a gente reavalia e os moradores provavelmente vão poder voltar para tirar os pertences. Mas a liberação integral da edificação só vai acontecer ao final do reforço. Então são duas etapas: o plano de trabalho emergencial de estabilização e, depois, o plano de trabalho de reforço. Ao final desse reforço, com concreto e talvez novos elementos estruturais, que vão ser instalados desde o subsolo, é que vai acontecer a liberação geral por parte da Defesa Civil e o uso regular por parte dos moradores — pontua Machado.

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