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Pandemia

Rússia afirma ter registrado primeira vacina contra o coronavírus no mundo

Ainda não há detalhes sobre eficácia, mas presidente Vladimir Putin disse que uma das filhas foi imunizada

11/08/2020 - 07h07 - Atualizada em: 11/08/2020 - 07h19

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Augusto
Por Augusto Ittner
Vladimir Putin, presidente russo, anunciou a vacina durante uma conferência exibida na TV.
Vladimir Putin, presidente russo, anunciou a vacina durante uma conferência exibida na TV.
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira (11) que o país registrou a primeira vacina contra o novo coronavírus no mundo. A informação foi dada durante uma videoconferência com integrantes do primeiro escalão do governo e exibida pela televisão. Apesar de indicar por uma boa notícia em meio à pandemia, há poucos detalhes sobre a eficácia dessa imunização.

Putin disse, também, que uma das filhas recebeu uma das doses da fase de testes e está imunizada contra a Covid-19. No início desse mês, vale lembrar, o governo russo já havia anunciado que pretendia iniciar a distribuição da vacina à população até outubro, ou seja, em cerca de dois meses. Nesta terça-feira (11), à Itar-Tass, agência de notícias local, o ministro da Indústria e Comércio sinalizou que empresas devem começar até o fim de setembro a produção comercial.

Mas a rapidez da produção desse imunobiológico preocupa especialistas internacionais.

Um painel acessível ao público no site da Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo, cita que a vacina da Rússia está na fase 1, sendo que são necessárias ao menos três fases para sinalizar uma possível imunização em massa. O norte-americano The New York Times é outro que monitora o andamento dos estudos de vacinas, e também indica que os russos estão em fase inicial.

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No total, 160 vacinas contra o coronavírus estão em estudos no mundo, entre elas a de Oxford, já negociada entre o governo brasileiro e um laboratório britânico. A expectativa é de que 15 milhões de doses podem estar à disposição até o fim do ano, em uma parceria que envolve compra de tecnologia e a produção sendo feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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