Um espetáculo astronômico vai iluminar o céu entre a noite de terça-feira (21) e a madrugada de quarta (22). A chuva de meteoros Orionídeas atinge o auge e será visível a olho nu em praticamente todo o mundo. O evento anual é um dos momentos mais aguardados por quem gosta de observar o céu.
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Com meteoros rápidos e brilhantes, que chegam a 66 quilômetros por segundo, as Orionídeas por vezes deixam rastros luminosos no céu visíveis a olho nu, a depender das condições atmosféricas.
Chuva de meteoros Orionídeas: o que é
Espetáculo anual, a chuva de meteoros Orionídeas ocorre quando a Terra, em sua órbita ao redor do Sol, atravessa uma região do espaço cheia de detritos, que são pequenos fragmentos de rocha e poeira.
Esses detritos se chocam com a atmosfera da Terra em alta velocidade, e o impacto faz com que eles comecem a se desintegrar, criando os rastros luminosos popularmente conhecidos como “estrelas cadentes”.
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Como em outubro a Terra passa por essa região repleta de detritos, essas “estrelas cadentes” se tornam frequentes e, em alguns dias, atinge o pico de atividade, com algumas ocorrências acontecendo a cada hora. É a chamada chuva de meteoros. No caso das Orionídeas, podem chegar a 20 “quedas” a cada 60 minutos.
A chuva de meteoros Orionídeas recebe esse nome porque os rastros parecem se originar em um ponto do céu próximo à constelação de Orión.
A origem
Os fragmentos e detritos que causam a chuva de meteoros Orionídeas se originam de um outro corpo celeste que, de tempos em tempos, visita o nosso céu: o Cometa Halley, que aparece no nosso horizonte a cada 75 ou 76 anos. A última vez que ele foi visível na Terra foi em 1985, e a próxima aparição está prevista para 2061.
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Cada vez que o Halley se aproxima do Sol, o calor faz com que parte do gelo que compõem a superfície do cometa evapore, liberando no espaço uma grande quantidade de poeira e detritos sólidos, que se espalham, formando um grande rastro.
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A Terra passa por esse rastro de detritos em dois períodos ao longo do ano, resultando em duas chuvas de meteoros: a Eta Aquáridas, em maio, e as Orionídeas, entre outubro e novembro.
Ou seja, cada meteoro que vemos durante essas duas chuvas é, na verdade, um pedacinho do cometa Halley.
Qual o melhor horário para ver a chuva de meteoros?
O pico de atividade das Orionídeas será entre a meia-noite de terça (21) e às 2h da madrugada de quarta (22), e no mesmo período entre os dias 22 e 23 de outubro.
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Nessas duas datas, é possível observar a chuva de meteoros até por volta das 5h da manhã.
Dica para a observação
A chuva de meteoros Orionídeas é visível a olho nu, então não é necessário o uso de nenhum equipamento, como binóculos ou lunetas. Porém, para uma melhor experiência, é necessário estar em um local com pouca poluição luminosa e com o horizonte limpo, sem que a visão seja interrompida por prédios, por exemplo. Ou seja, o ideal é estar longe dos grandes centros urbanos.
É importante também chegar ao local de observação cerca de 40 minutos antes do horário previsto para o pico da chuva. Esse tempo é necessário para que os olhos se adaptarem à escuridão. Isso aumenta a capacidade de observar os meteoros, especialmente os menores ou com brilho mais baixo.
Recomenda-se fazer a observação deitado ou inclinado. Por tanto, uma dica é levar cadeiras reclináveis ou tapetes para uma experiência mais confortável.
Para onde olhar?
Apesar da chuva acontecer em praticamente todo o céu, o “auge” dos meteoros deve acontecer na região Leste/Nordeste, próximo ao lado em que o Sol nasce.
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Para facilitar, pode-se usar aplicativos como o Stellarium e localizar a Constelação de Órion, mas sem fixar o olhar, pois muitos meteoros aparecem distantes deste ponto.
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