Santa Catarina liberou a dose de reforço da vacina bivalente contra a Covid-19 para idosos e pessoas imunocomprometidas com mais de 12 anos. A medida, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), segue orientação do Ministério da Saúde e tem como objetivo aumentar a proteção contra a doença, principalmente após a identificação da circulação de duas sublinhagens de uma das variantes do coronavírus.

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Conforme a SES, a vacinação está liberada para aqueles que tenham recebido a última dose da vacina bivalente há mais de seis meses.

— É importante que todos atualizem o esquema vacinal com as doses recomendadas para cada faixa etária. As vacinas disponíveis são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes — pontua João Augusto Brancher Fuck, diretor de Vigilância Epidemiológica do Estado.

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Mais de 16 milhões de doses contra a Covid-19 já foram aplicadas em Santa Catarina. Ao considerar apenas a vacina bivalente, foram pouco mais de 720 mil.

— É preciso que as pessoas procurem pelas doses de reforço, especialmente crianças e adolescentes, que é o público que ainda tem um percentual baixo de vacinados contra a doença — complementa.

Ainda segundo a SES, o Estado registrou mais de 48 mil casos de Covid-19 em 2023, com um aumento no número de casos a partir do fim de outubro. Por isso, a pasta salienta a importância da vacinação e as medidas de controle não farmacológicas.

— Apesar da melhora no cenário epidemiológico relacionado a Covid-19, a doença não deixou de existir. Em 2023 ainda registramos quase 50 mil casos da doença e 293 óbitos. Assim, as medidas de prevenção continuam sendo necessárias e importantes, como a etiqueta da tosse, o uso de máscara por pessoas sintomáticas, a testagem, e claro, a vacinação de todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade — diz Fábio Gaudenzi de Faria, superintendente de Vigilância em Saúde.

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Novas variantes

Duas novas sublinhagens do coronavírus são monitoradas pelo Ministério da Saúde: a JN.1 e a JG.3.

— Seguimos atentos ao cenário epidemiológico da Covid-19. Com a identificação de duas novas sublinhagens no país, a JN.1 e JG.3, decidimos antecipar para grupos prioritários uma nova dose da vacina bivalente. A vacinação é essencial para nossa proteção — a firmou a ministra Nísia Trindade Lima ao g1.

Ainda segundo a pasta, a JN.1 foi inicialmente detectada no Ceará e tem ganhado proporção global, correspondendo a cerca de 3% dos diagnósticos no mundo. Já a JG.3, que também foi identificada no estado nordestino, é monitorada em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

As duas subvariantes foram encontradas, até o momento, em 47 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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