Santa Catarina registrou um caso importado de dengue tipo 3, que, no começo deste ano, motivou um alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso porque este sorotipo específico do vírus causador da dengue não causa epidemias no Brasil há 15 anos.

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O caso registrado em Santa Catarina foi identificado na região da Foz do Rio Itajaí, em uma paciente que veio de outro país, não informado pela Diretoria de Vigilância Sanitária (Dive).

O ressurgimento do sorotipo DENV3, segundo a Fiocruz, pode ser um alerta que, no futuro, possamos voltar a ter epidemias causadas por esse sorotipo. Isso porque, sem epidemias, poucas pessoas foram infectadas por essa variação do vírus, o que faz com que menos pessoas tenham imunidade a ela.

O vírus da dengue tem quatro sorotipos, e a infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, mas é possível contrair dengue novamente se houver contato com um diferente. Além da baixa imunidade, existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

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Dengue em Santa Catarina

O boletim epidemiológico divulgado pela Dive nesta quarta-feira (22) mostra um aumento nos casos de dengue no Estado. De 1º de janeiro a 20 de novembro de 2023, foram notificados 240.929 casos
suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, 118.307 foram confirmados.

Em relação aos casos confirmados, houve aumento de 41,45% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 83.636 casos da doença.

Além do DENV3, foram identificados casos de dengue causados pelos sorotipos s DENV1 e DENV2, sendo que o DENV1 é o sorotipo predominante.

Do total de casos confirmados até agora (118.307), 110.053 são autóctones, ou seja, tiveram transmissão dentro do Estado, e estão distribuídos em 130 municípios de Santa Catarina, e 37 municípios atingiram o nível de epidemia. Uma epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes, quando a taxa de incidência é maior de 300 casos por 100 mil habitantes.

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Até o momento, foram confirmados 98 óbitos pela doença. As mortes começaram em fevereiro deste ano, e o aumento, segundo a Dive, coincide com o maior número de casos notificados.

Com informações da Agência Brasil

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