O solo na mina da Braskem em Macieó já afundou mais de dois metros desde o dia 30 de novembro até esta quinta-feira (7). Com isso, a água da lagoa Mundaú já começou a invadir a área que, antes, era seca. A Defesa Civil da capital alagoana segue em alerta. As informações são do g1.

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Mesmo atingindo 2,02 metros, o ritmo do afundamento do solo na região diminuiu. Nas últimas 24 horas, o movimento de terra na região foi de 5,2 centímetros. Segundo a Defesa Civil, a velocidade passou de 0,25 cm/h para 0,21 cm/h na tarde desta quinta, a segunda redução consecutiva.

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Mesmo assim, segundo a Defesa Civil, não é possível dizer se o solo está em estabilização, já que a variação entre a aceleração e desaceleração tem sido constante. O monitoramento da área continua sendo feito 24 horas por dia.

Conforme o solo afunda, a água da lagoa Mundaú avança para a área da mina.

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— A gente percebeu ali aumento das rachaduras, que já eram visíveis alguns dias atrás. Há um avanço, ainda que seja mínimo, da lagoa sobre aquele aterro. Então, a gente faz esses voos diariamente para ver justamente essa mudança entre os dias — afirma o coordenador do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió, Hugo Carvalho, ao g1.

Como parte da mina fica na lagoa, o avanço da água não necessariamente pode provocar o colapso, mas pode potencializar a situação. O tráfego de embarcações na lagoa já foi interrompido.

— A gente sabe que o solo, quando a água entra em contato, ele fica mais pesado. Então seria de fato um potencializador de toda a problemática — diz.

Situação na mina em Maceió

Desde o fim de novembro, Maceió está em alerta máximo para o desabamento da mina 18, uma das 35 da Braskem. O local é de exploração de sal-gema.

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