O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reagiu, nesta quinta-feira (19), ao rebaixamento da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile do Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. Tarcísio afirmou que está “muito feliz” pelo resultado da apuração, realizada na quarta-feira (18). Com informações do g1.
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Em entrevista coleta, Tarcísio afirmou que o desfile foi “horroroso, de péssimo nível e péssimo gosto”, com o enredo Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil “infeliz”. O governador, que é carioca, também disse que se sentiu “agredido”.
— Já vai tarde, rebaixamento muito bem vindo. Apostou no divisionismo, resolveu atacar a família, resolveu atacar os evangélicos. Eu me senti agredido, várias pessoas de bem se sentiram agredidas, famílias se sentiram agredidas — disse.
A fala de Tarcísio faz referência às seções do desfile que criticaram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com uma aula, também, chamada de “neoconservadores em conserva”, onde pessoas se fantasiaram de latas com rótulos escritos “família em conserva” e imagens de casais heterossexuais com filhos.
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Na apuração realizada na quarta-feira, onde a escola Viradouro foi consagrada como campeã, a Acadêmicos de Niterói recebeu apenas duas notas 10. Isso porque a escola de samba teve problemas na dispersão, com alegorias que chegaram a ficar presa na saída da avenida. A Imperatriz reclamou que isso a acabou prejudicando.
Veja imagens do desfile
Desfile foi questionado na Justiça
O desfile foi alvo de pelo menos 10 ações judiciais e representações no Ministério Público e no TCU que tentaram impedir o desfile ou suspender e reverter repasses de recursos públicos. As iniciativas alegavam que trechos do samba e da apresentação configurariam propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula. Também houve pedidos para barrar a presença do presidente na Marquês de Sapucaí e para restringir manifestações consideradas ataques a adversários.
No dia 12 de fevereiro, o TSE negou uma liminar que pedia a proibição do desfile. Ministros do tribunal, porém, alertaram que eventuais condutas na Avenida poderiam ser analisadas posteriormente e resultar em punições.
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