nsc
dc

Desastre

Terremoto no Afeganistão mata mil pessoas e deixa outras 1,5 mil feridas; veja imagens

Tremor de magnitude 5,9 foi registrado no Leste do país por volta de 1h30 desta quarta-feira

22/06/2022 - 08h45 - Atualizada em: 22/06/2022 - 08h57

Compartilhe

Redação
Por Redação DC
Número de óbitos pode subir ao longo dos próximos dias
Número de óbitos pode subir ao longo dos próximos dias
(Foto: )

Cerca de mil pessoas morreram e outras 1,5 mil ficaram feridas nesta quarta-feira (22) depois de um terremoto de magnitude 5,9 atingir o Leste do Afeganistão. Conforme informou o g1, o tremor aconteceu por volta de 1h30. 

Receba notícias do DC via Telegram

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o terremoto foi registrado a 44 quilômetros da cidade de Khost, perto da fronteira com o Paquistão. O tremor aconteceu em uma profundidade de 10 quilômetros em uma área de difícil acesso e pôde ser sentido em Cabul, capital do país, e nos vizinhos Índia e Paquistão. 

Os tremores em todo o mundo são monitorados em tempo real pela USGS, que identificou a magnitude de 5,9. Pelo monitoramento do Departamento Meteorológico do Paquistão, o terremoto foi de magnitude 6,1. Conforme especialistas, nos dois casos a magnitude não é considerada alta, mas o número de mortos aconteceu porque a região onde ocorreu o tremor é uma área extremamente montanhosa e com muitas aldeias em situações precárias. 

Por causa da condição da região, houve um salto entre o número de mortos anunciados no primeiro balanço, apontados como sendo 280 óbitos, e o segundo, quando autoridades locais confirmaram 920 vítimas. No balanço mais recente, a contagem passou de mil. 

O número vítimas do terremoto pode subir ao longo dos dias porque as autoridades locais e equipes de resgate ainda não conseguiram chegar em muito vilarejos atingidos. 

— O número de mortos provavelmente aumentará, por algumas das aldeias estão em áreas remotas nas montanhas e levará algum tempo para coletar detalhes — afirmou um porta-voz do Ministério do Interior. 

Desastre humanitário 

Nesta manhã o governo do Afeganistão mencionou o risco de desastre humanitário. O terremoto aconteceu no momento em que o país está enfrentando uma grave crise econômica, desde que o Talibã assumiu o poder em agosto do ano passado, quando as forças internacionais lideradas pelos EUA estavam se retirando após duas décadas de guerra. 

— Pedimos às agências de ajuda que proporcionem assistência imediata às vítimas do terremoto para evitar um desastre humanitário — disse o vice-porta-voz do governo, Bilal Karimi. O profissional informou que várias casas foram destruídas e muitas pessoas estão presas nos destroços. 

Destruição e resgate

A imprensa e moradores do país compartilham imagens de escombros e corpos cobertos por cobertores no chão. A maioria das mortes confirmadas até o momento ocorreu na província fegã oriental de Paktika, onde 255 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas. As informações foram repassadas pelo funcionário do Ministério do Interior, Slahuddin Ayubi. 

Na província de Khost, 25 pessoas morreram e outras 90 foram socorridas e levadas ao hospital. 

Uma operação de resgate com o auxílio de helicópteros está trabalhando no local para chegar até as vítimas e fornecer suprimentos médicos e alimentos. 

Papa se manifesta 

Na audiência semanal do Vaticano, feita nesta quarta, o líder da Igreja Católica, Papa Francisco, se manifestou sobre o desastre. 

— Nas últimas horas, um terremoto causou danos extensivos no Afeganistão. Eu expresso minha simpatia com os feridos e os afetados pelo tremor, e rezo em particular para aqueles que perderam suas vidas e suas famílias. Espero que, com a ajuda de todos, o sofrimento do povo afegão seja aliviado — disse o pontífice. 

Imagens repercutem

*Com informações do g1

Leia mais: 

Advogada entra com recurso para que criança realize aborto

Ex-ministro de Bolsonaro é preso pela PF por esquema com pastores na Educação

Região Sul de Blumenau tem mais de 30 milímetros de chuva nas últimas horas

Colunistas