A União Europeia pediu neste domingo (4) respeito à ” vontade do povo venezuelano” e “calma e moderação por todas as partes” após ações militares dos Estados Unidos que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado (3). Na nota, os países membros do bloco defenderam o respeito para uma transição pacífica no país. Com informações do g1.

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No comunicado, os países afirmam que Nicolás Maduro “não possui a legitimidade de um presidente democraticamente eleito”.

“Respeitar a vontade do povo venezuelano continua a ser a única forma de a Venezuela restaurar a democracia e resolver a crise atual”, disse o bloco.

A União Europeia afirmou, também, que mantém contato com os Estados Unidos para “para apoiar e facilitar o diálogo com todas as partes envolvidas”. Em um comunicado, o secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, afirmou que vê “graves questões à luz do direito internacional”.

“Como organização regional multilateral dedicada à democracia, aos direitos humanos e ao Estado de direito, o Conselho da Europa considera que, todo recurso à força no território de outro Estado suscita graves questões à luz do direito internacional, em particular, dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas sobre a soberania, a integridade territorial e não ingerência”, afirmou.

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O que aconteceu?

A ação militar teve como objetivo retirar do país Nicolás Maduro, que foi levado a uma unidade de detenção em Nova York. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma ação das forças americanas capturou neste sábado (3) o presidente da Venezuela. A informação foi publicada em uma rede social depois que explosões foram ouvidas na capital Caracas. 

Durante a madrugada, o governo venezuelano chegou a declarar emergência e convocou um plano de mobilização para “derrotar agressão imperialista”, conforme o comunicado.

vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou para a imprensa local não saber o paradeiro do líder venezuelano. Além disso, exigiu que o governo dos Estados Unidos enviasse uma prova de vida do político e sua esposa.

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Ainda na manhã de sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e a primeira-dama Cilia Flores serão julgados em um tribunal de Nova York. O político e a esposa foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

  • Conspiração para posse de metralhadores.
  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.