A Serra Catarinense deve ganhar uma nova rotina energética até 2030, com o investimento milionário na construção de uma usina hidrelétrica, da categoria Pequena Central Hidrelétrica (PCH), entre São José do Cerrito e Curitibanos. A usina será localizada no Rio Canoas, que faz a divisa dos dois municípios.

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O projeto da Celesc, com investimento de R$ 300 milhões, ainda está em desenvolvimento, passando por revisões, estudos e obtenção da licença ambiental. A usina terá capacidade para 30 megawatts e as licitações para a obra estão previstas para 2028.

Por onde a obra deve passar?

Os dois municípios banhados pelo Rio Canoas, embora de pequeno porte, têm proporções bem diferentes. Curitibanos tem cerca de 40 mil habitantes, mas concentra indústrias e universidades, como a unidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), já São José do Cerrito é cerca de cinco vezes menor, com cerca de 8 mil habitantes conforme indicado pelo IBGE. 

A usina no Rio Canoas é um projeto estratégico para a região, que vai impactar a cadeia energética de todo o estado. A obra vai ampliar a geração de energia elétrica de Santa Catarina, com foco no desenvolvimento sustentável e na produção de energia limpa.

Qual o impacto da obra?

Como se trata de uma usina de pequeno porte, o impacto ambiental da obra é menor. Uma parte do território precisará ser alagada, mas de maneira controlada. A expectativa é que a nova usina traga mais estabilidade para o sistema elétrico, impactando não só a Serra e o Meio-Oeste, mas todas as regiões do território estadual.

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Em dezembro de 2025, o projeto foi vendido a uma empresa norueguesa que vai conduzir o empreendimento, contribuindo com o mercado energético catarinense. As obras devem ocorrer entre 2028 e 2030.