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Vacinação contra Covid em gestantes segue suspensa em SC até nova orientação de ministério

Segundo a Dive, as grávidas que já receberam a vacina devem ser acompanhadas pelos municípios

12/05/2021 - 05h00 - Atualizada em: 17/05/2021 - 17h57

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Ministério da Saúde confirmou a orientação de suspender a vacinação de gestantes e puérperas com o imunizante da Astrazeneca
Ministério da Saúde confirmou a orientação de suspender a vacinação de gestantes e puérperas com o imunizante da Astrazeneca
(Foto: )

Santa Catarina mantém suspensa a vacinação de gestantes com todos os imunizantes contra a Covid-19 após a determinação do Ministério da Saúde, nesta terça-feira (11). A medida segue até o Estado receber uma nova orientação. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive), as grávidas que já receberam a vacina devem ser acompanhadas pelos municípios. 

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Na noite de segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nota recomendando a suspensão imediata da aplicação da vacina da Astrazeneca. Até então, o motivo era desconhecido. SC orientou os municípios a suspenderem temporariamente a vacinação de grávidas com todos os imunizantes, como forma de prevenção. 

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A prefeitura de Florianópolis seguiu a determinação da Dive, e disse que todas as gestantes que haviam sido imunizadas contra a Covid na terça-feira receberam doses da Pfizer. Palhoça e São José, na Grande Florianópolis, Lages, na Serra, e Joinville, no Norte do Estado, também confirmaram que já interromperam a vacinação das grávidas.

Orientação do Ministério da Saúde 

Depois do anúncio da Anvisa, o Ministério da Saúde confirmou a orientação de suspender a vacinação de gestantes e também para puérperas com o imunizante da Astrazeneca. Segundo a pasta, a medida foi tomada porque o Ministério foi informado, na última sexta-feira (7), que uma gestante teria morrido após receber a vacina desse fabricante. 

No entanto, em entrevista coletiva nesta terça (11), representantes do Ministério e especialistas do comitê do Programa Nacional de Imunizações (PNI) alertaram que o caso está em investigação e ainda não há confirmação se a causa do óbito está relacionada ao imunizante. 

No caso das vacinas da Coronavac e da Pfizer, o Ministério autorizou o uso apenas nos casos de mulheres com comorbidades. Aquelas que não apresentarem condições de saúde enquadradas nesta categoria não deverão ser imunizadas. 

A coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, informou que ainda não foi definido protocolo para o caso das gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose. Uma nota técnica deverá ser divulgada até o fim da semana. Enquanto isso, a orientação é que essas não recebam a segunda dose.

*Com informações de Agência Brasil

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