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Variante Mu: tudo o que se sabe sobre a nova cepa da Covid-19

No Brasil, linhagem do coronavírus já foi identificada no Amazonas e em Minas Gerais

15/09/2021 - 09h22

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Nova cepa do coronavírus passou a ser considerada "variante de interesse" pela Organização Mundial da Saúde
Nova cepa do coronavírus passou a ser considerada "variante de interesse" pela Organização Mundial da Saúde
(Foto: )

Identificada pela primeira vez na Colômbia, a variante Mu do coronavírus passou a ser considerada "variante de interesse" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porque pode escapar da imunidade da vacina. Veja os locais no Brasil e no mundo onde ela já foi confirmada e tudo o que se sabe sobre a nova cepa. 

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Onde a variante Mu foi identificada? 

A variante Mu foi identificada pela primeira vez em janeiro deste ano, na Colômbia, e já é responsável por mais de um terço dos casos de Covid-19 no país.  

Estima-se no momento que a nova cepa já circule em 40 países, como Estados Unidos, Japão, Equador, Chile e Reino Unido. 

No Brasil, a linhagem foi identificada no Amazonas e em Minas Gerais. Na última terça-feira, o governo de MG inclusive afirmou que há possibilidade de transmissão coletiva da variante no Estado. 

A nova cepa é mais perigosa? 

A OMS classificou a Mu como uma "variante de interesse", o que significa que ela tem diferenças genéticas em relação a outras variantes conhecidas e está causando infecções em vários países, portanto, pode representar uma ameaça específica à saúde pública.  

É importante destacar que esta classificação é diferente da "variante de preocupação", quando uma linhagem comprovadamente adquire uma dessas características, tornando-a mais perigosa. 

Existem quatro outras variantes de interesse sendo monitoradas pela OMS — Eta, Iota, Kappa e Lambda — mas nenhuma delas passou para a classificação de preocupação, o que também pode acontecer com a Mu.  

Um dos pontos que mais preocupam a OMS é que a variante tem um "potencial de escape imunológico", isso porque a Mu tem as mutações E484K e K417N, que estão associadas à capacidade de escapar anticorpos contra o coronavírus. Ou seja, ela pode ser capaz de driblar a proteção das existentes.  

No entanto, os dados ainda não confirmam se a variante é mais transmissível ou capaz de causar quadros mais graves da doença.

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