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Pandemia

Por que pessoas morrem mesmo vacinadas contra a Covid-19?

Entenda qual é a relação das mortes com a eficácia das vacinas

12/08/2021 - 12h34 - Atualizada em: 13/08/2021 - 09h58

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Brenda
Por Brenda Bittencourt
Atualmente, nenhuma vacina produzida e aplicada garante 100% de imunização contra a Covid-19
Atualmente, nenhuma vacina produzida e aplicada garante 100% de imunização contra a Covid-19
(Foto: )

A morte do ator Tarcísio Meira nesta quinta-feira (12) por Covid-19 levantou uma dúvida quanto à eficácia das vacinas: por que pessoas morrem mesmo depois de estarem vacinadas contra o vírus que causou a pandemia mundial?

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Atualmente, nenhuma vacina produzida e aplicada garante 100% de imunização contra a Covid-19 e as variantes do vírus, mesmo após as duas doses aplicadas. Inclusive, é por isso que as pessoas devem continuar se cuidando e utilizando todos os equipamentos de segurança após receber o imunizante. 

Ou seja, mesmo depois de ser vacinado é necessário continuar utilizando máscaras, fazendo o uso de álcool em gel, manter o distanciamento social e higienizar as mãos frequentemente, inclusive porque o percentual de vacinados ainda não é o suficiente no Brasil para que estes cuidados deixem de ser tomados.

Por que as pessoas ainda morrem de Covid depois da vacina?

Como já explicado, não há nenhuma vacina que tenham eficácia total contra o vírus. Os imunizantes aplicados na população atualmente ajudam a prevenir casos graves e evitar mortes. No entanto, cada caso é um caso e outros pontos devem ser levados em consideração, como por exemplo as comorbidades.

> Variante Delta: saiba a eficácia das vacinas Astrazeneca, Coronavac, Janssen e Pfizer

Mas a vacina não previne?

Sim, as vacinas ajudam a prevenir contra os casos graves de coronavírus. No entanto, há casos onde a eficácia não é suficiente. De acordo com a Professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública e Doutora em Enfermagem, Felipa Amadigi, a vacina não irá evitar 100% dos óbitos, pois ela não evita 100% do adoecimento.

> Pode fumar depois da vacina da Covid-19?

Amadigi ainda explica que as vacinas, mesmo que não protegendo totalmente contra o vírus, ajudam a reduzir internações, reduz casos e sintomas mais graves.

> Por dentro de um laboratório de produção de vacina

E as variantes?

Além do vírus da Covid-19 existem variantes dele que já estão circulando pelo Brasil e pelo mundo que impactam diretamente em possíveis infecções ou reinfecções que podem levar a morte.

Mesmo que as vacinas também auxiliem a prevenir a infecção das variantes do coronavírus, também não será uma prevenção total, visto que com a mutação do vírus a vacina acabar tendo menos eficácia.

> Por que vacinas da Covid-19 são jogadas no lixo?

Uma vacina com menor eficácia dá mais chances de morrer se pegar Covid?

Não. Uma vacina com uma taxa de eficácia menor não significa que a pessoa irá morrer se contrair Covid-19. É importante lembrar que para ter a eficácia completa oferecida pelas vacinas é necessário tomar as duas doses, se assim for prescrito, ou então, a dose única, como é o caso da Janssen. 

> Em site especial, saiba mais informações sobre a pandemia do coronavírus

Vacinas contra Covid-19 disponíveis no Brasil

Atualmente o Brasil aplica quatro vacinas de diferentes marcas na população para combater o coronavírus. Nos postos de vacinação não é possível escolher qual vacina a pessoa irá receber, no entanto, todas elas são aprovadas pela Anvisa e têm garantia de imunização.

As vacinas disponíveis atualmente nos pontos de vacinação nacionais são da Oxford/AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer, Janssen.

Além delas ainda estão sendo estudadas possibilidades de importação dos lotes referentes à vacina Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia e também há estudos para aplicação da ButanVac, vacina totalmente nacional produzida pelo Instituto Butantã. 

> Veja quem deve tomar a terceira dose da vacina contra Covid na opinião de especialistas

Qual a eficácia das vacinas contra a Covid-19?

Coronavac: eficácia de 50,7% para quem toma das duas doses; 

AstraZeneca: eficácia de mais de 70% na primeira dose. Após a segunda dose, a eficácia chega a quase 100% para casos graves e mortes; 

Pfizer: eficácia de 91,3% após as duas doses

Janssen: eficácia de 85,4% contra os casos graves

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