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Quais são as comorbidades para a vacina da Covid; confira a lista

Entenda o que é comorbidade e quem faz parte deste grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19

13/05/2021 - 08h14 - Atualizada em: 20/05/2021 - 13h46

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Redação
Por Redação DC
O Ministério da Saúde anunciou que até o final de maio as pessoas com comorbidades serão vacinadas contra o Coronavírus
O Ministério da Saúde anunciou que até o final de maio as pessoas com comorbidades serão vacinadas contra o Coronavírus
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Doenças como a diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos e pulmonares são alguns dos fatores que apresentam risco de agravamento da Covid-19. Contudo, a comorbidade, ou seja, a existência dessas condições associadas, pode apresentar risco ainda maior.

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Por esse motivo, o Ministério da Saúde anunciou que até o final de maio as pessoas portadoras destas condições serão vacinadas contra o Coronavírus. De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), as pessoas com comorbidade são o próximo grupo prioritário na fila.

Dessa forma, é fundamental que as elas estejam devidamente pré-cadastradas no Sistema de Informação do Plano Nacional de Imunizações (SI-PNI) ou em outra unidade de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). Entretanto, para aqueles que não conseguirem se inscrever, outras formas de comprovação da comorbidade podem ser apresentadas, constatando que a pessoa realmente pertence ao grupo prioritário. Entenda melhor como será a vacinação da Covid-19 para pessoas com comorbidade.

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O que são comorbidades

A comorbidade é a situação em que ocorre a associação de duas ou mais doenças simultaneamente em uma pessoa. Ou seja, quando ela apresenta colesterol e hipertensão, insuficiência cardíaca e outros problemas respiratórios, e também doenças que acabam gerando a diminuição da imunidade, como o câncer.

Diante do Novo Coronavírus, doenças preexistentes como a hipertensão, diabetes, tuberculose e asma são algumas das principais enfermidades que podem afetar o estado de saúde e agravá-lo, aumentando as chances de internação, até mesmo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

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Entre os sintomas mais graves em relação à Covid-19 estão a febre persistente e a falta de ar, maiores indicadores que levam o indivíduo a buscar atendimento médico. É neste momento que muitas pessoas estão descobrindo a presença de uma comorbidade, aumentando o risco. Afinal, a evolução da doença em uma pessoa sem um diagnóstico prévio costuma ser mais grave.

Uma das formas de controlar a comorbidade na pandemia da Covid-19, e em qualquer outro momento, é o acompanhamento médico, associado a um diagnóstico precoce e tratamento adequado. Consultas de rotina e check-ups anuais são de extrema importância, seja para pessoas com alguma doença preexistente ou para aqueles que não tenham nenhuma doença conhecida.

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Quais as comorbidades para a vacina da Covid-19

Vacinação para grupo com comorbidades de iniciar ainda no mês de maio (Fonte: NSC Total)

De acordo com o Ministério da Saúde, aqueles que têm alguma comorbidade serão convocados para a vacinação de acordo com a idade, seguido dos mais velhos aos mais jovens. Dessa maneira, inicialmente devem receber a vacina contra a Covid-19 pessoas que tenham comorbidade entre 55 e 59 anos, em seguida, 50 a 54 anos, e assim por diante.

Envios semanas de vacina têm sido realizados para todos os estados do Brasil, segundo a disponibilidade de doses enviadas pelos laboratórios que fornecem os imunizantes até o momento.

A estratégia definida para a vacinação contra a doença que já matou mais de 426 mil brasileiros é imunizar portadores de deficiências permanentes, gestantes, puérperas e pessoas que tenham comorbidade, incluindo também algumas doenças raras.

Com a estimativa de que apenas no grupo de comorbidade façam parte mais de 17 milhões de brasileiros, a vacinação será dividida em duas etapas, priorizando a população de acordo com sua idade e maiores riscos de gravidade e morte. Assim, na fase 1 da imunização devem ser vacinadas:

- pessoas com Síndrome de Down, independente de sua idade;

- pessoas com doença renal crônica e em terapia de substituição renal (diálise), independente de sua idade;

- gestantes;

- puérperas com comorbidade, independente da idade;

- pessoas com comorbidade entre 55 e 59 anos;

- pessoas com deficiência permanente cadastrada no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) entre 55 e 59 anos.

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na segunda fase da imunização, serão consideradas as idades, seguindo dos mais velhos para os mais novos. Ou seja, a imunização será de pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC, gestantes e puérperas entre:

- 50 a 54 anos

- 45 a 49 anos

- 40 a 44 anos

- 30 a 39 anos

- 18 a 29 anos

No grupo de comorbidade também estão incluídas pessoas portadoras de doenças raras e deficiências permanentes, visto que possuem maiores riscos para o Novo Coronavírus. Confira a seguir, às doenças, síndromes e condições consideradas pelo Ministério da Saúde como comorbidade:

- doenças causadoras de imunossupressão: lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Cushing, espondilite anquilosante e outras;

- doenças cardiovasculares: arritmia cardíaca, cardiopatia hipertensiva, insuficiência cardíaca, cardiopatia congênita;

- doenças pulmonares: fibrose cística, hipertensão pulmonar, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema, asma;

- síndromes coronarianas: angina instável, infarto agudo do miocárdio;

- valvulopatias: aórtica, mitral, pulmonar e tricúspide;

- miocardiopatias e pericardiopatias: doenças que atingem o miocárdio e o pericárdio;

- doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;

- próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;

- diabetes mellitus;

- hipertensão arterial;

- doenças cerebrovasculares: acidente vascular cerebral;

- doença renal crônica;

- transplantados;

- HIV;

- doenças reumáticas;

- câncer;

- anemia falciforme e talassemia maior;

- cirrose hepática;

- obesidade mórbida.

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Com a orientação da vacinação do grupo com comorbidade ter início pelas idades mais avançadas, a previsão do Ministério da Saúde é de que a imunização de pessoas entre 55 e 59 anos seja iniciada até o final do mês de maio.

Contudo, o próprio Ministério reitera que o envio das doses da vacina contra a Covid-19 aos estados e distrito federal será realizada de acordo com a confirmação e entrega efetiva dos laboratórios responsáveis pela fabricação dos imunizantes para sua distribuição proporcional.

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Documentos necessários para receber a vacina

Para que uma pessoa com comorbidade possa receber a vacina em seu determinado grupo, a orientação do Ministério da Saúde é que ela esteja previamente cadastrada no SI-PNI ou em alguma outra unidade de saúde do SUS.

O objetivo dessa inscrição é facilitar a identificação da pessoa durante o processo de imunização. O SI-PNI possibilita a utilização do QR-Code, código que pode ser gerado pelo próprio cidadão pelo aplicativo do governo, o ConecteSUS.

Entretanto, o cidadão que faz parte do grupo prioritário de comorbidade, de acordo com sua faixa etária, e chega ao local de vacinação sem o QR-Code em mãos, não deixará de receber a vacina. Em casos como esse, o profissional de saúde da unidade tem como alternativa a busca no SI-PNI pelo CPF (cadastro de pessoa física) ou CNS (cartão nacional de saúde) da pessoa, de modo a localizá-la na base de dados nacional de imunização.

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Dessa forma, é possível avançar para o ato da vacinação e executar o registro da dose aplicada no sistema. Para alguns grupos prioritários, foram realizados pré-cadastros, ou seja, diferentes bases de dados foram integradas ao SI-PNI e ao ConecteSUS para que houvesse a identificação automática dos cidadãos que fazem parte dos grupos com prioridade na campanha.

No entanto, caso o brasileiro comprove que faz parte desse grupo e não esteja listado na base de dados, o profissional de saúde responsável poderá habilitá-lo no SI-PNI para que receba a vacina. Dessa maneira, a ausência do nome da pessoa na base de dados do governo relacionada ao público-alvo não servirá de impedimento para que ele receba a vacina, desde que possa comprovar que faz parte do grupo.

Em outras palavras, caso a pessoa não tenha a inscrição, poderá apresentar no momento da vacina um comprovante que demonstre que pertence ao grupo de comorbidade por meio de relatórios médicos, exames, receitas ou prescrição.

Quando terá início a vacinação para pessoas com comorbidades?

A vacinação do grupo de comorbidade terá início de acordo com a chegada das doses aos estados
A vacinação do grupo de comorbidade terá início de acordo com a chegada das doses aos estados
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Vacinação para pessoas com comorbidade em Santa Catarina

Conforme informações do governo do estado, a vacinação do grupo de comorbidade foi definida entre representantes da Secretaria da Saúde e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, em reunião da Comissão Intergestores Bipartite, realizada no início deste mês.

Foi definido que, na fase 1 da vacinação do grupo de comorbidade, serão vacinados, de acordo com o quantitativo de doses que serão disponibilizadas pelo governo federal, os grupos prioritários na seguinte ordem:

- pessoas com síndrome de Down, independente da idade (18 a 59 anos);

- pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise), independente da idade (18 a 59 anos);

- pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea, independente da idade (18 a 59 anos);

- gestantes e puérperas com comorbidades, independente da idade (maiores de 18 anos);

- pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC, independente da idade (18 a 59 anos);

- pessoas com comorbidades e deficiência permanente de 55 a 59 anos.

Já na segunda fase da vacinação dos grupos de pessoas com comorbidade, aqueles com deficiência permanente, gestantes e puérperas (independente de condições pré-existentes), receberão a imunização de maneira escalonada, da idade mais avançada para a menor idade. Ou seja:

- 54 a 50 anos

- 49 a 45 anos

- 44 a 40 anos

- 39 a 35 anos

- 34 a 30 anos

- 29 a 18 anos

Assim como indicado no PNO, as pessoas com comorbidade que podem apresentar qualquer comprovante que comprove sua condição de risco, como exames, receitas, formulários, relatórios e prescrições médicas. Da mesma forma, os cadastros já existentes dentro de unidades de saúde também poderão ser utilizados.

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