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Quais os riscos de não tomar a segunda dose de vacina da Covid-19

Confira o que pode acontecer ao não receber o imunizante completo contra o coronavírus

29/07/2021 - 14h53

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Brenda
Por Brenda Bittencourt
Riscos de não tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 chamam atenção
Riscos de não tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 chamam atenção
(Foto: )

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, a aplicação da primeira dose na população já alcançou 48,92% da abrangência em Santa Catarina. Apesar de ter chego em quase metade dos moradores do Estado, para que a imunização seja completa, é necessário tomar também a segunda dose. Mas quais os riscos de não tomar a segunda dose da vacina contra o coronavírus?

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Como já foi dito, um dos principais riscos de não tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 é não ficar totalmente imunizado, já que é só a partir dela que os anticorpos conseguem fazer o trabalho deles para agir contra o vírus.

Em Santa Catarina, até o momento da publicação desta matéria, apenas 19,30% da população tomou a segunda dose e/ou a dose única da vacina que protege contra o vírus da Covid e as variantes dele. Ou seja, o número não chega nem a metade dos que já receberam a primeira dose.

Riscos de não tomar a segunda dose da vacina

De acordo com a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública e Doutora em Enfermagem, Felipa Amadigi, existem três principais motivos de as pessoas não tomarem a segunda dose do imunizante e também os riscos de não ter tal atitude.

Risco de ficar doente

Ter tomado a primeira dose não significa que a pessoas já está imunizada contra o vírus. Por isso é necessário continuar tomando todos os cuidados até chegar o momento de aplicação da segunda dose do imunizante.

Risco de contrair o vírus e apresentar quadro grave

De acordo com Amadigi, além de adoecer, é possível que a pessoa que tomou apenas a primeira dose da vacina contra a Covid-19 contraria o vírus e apresente um quadro grave da doença, o que é evitado a partir de 28 dias após a segunda dose do imunizante.

> Por dentro de um laboratório de produção de vacina

Não-imunização

Além disso, sem a segunda dose, Amadigi também afirma que a pessoa também não estará imunizada e/ou produzindo anticorpos para que a imunização seja completa, sendo assim, só a primeira dose não irá ser suficiente contra o coronavírus. A não ser que a pessoa tenha tomado a vacina de dose única, sendo no Brasil, a da Janssen.

Baixa imunidade

Inclusive, quando a pessoa recebe apenas a primeira dose do imunizante contra o vírus, e possível que a imunidade dele fique mais baixa por causa dos efeitos colaterais da vacina, já que os anticorpos estão trabalhando para a imunização. Isso aumenta as chances de contrair outras doenças.

Imunidade do rebanho

Amadigi também lembra que quando se fala em imunidade geral da população, está sendo falado sobre as duas doses aplicadas, e não apenas uma. É apenas com a aplicação delas que vai se garantir a “imunidade do rebanho” de 75% da população. Só assim irá ser possível alcançar a expectativa de voltar para as atividades normais e até para o abandono das máscaras.

Circulação de novas variantes

Além dos riscos citados acima, o não recebimento da segunda dose da vacina contra a Covid-19 faz com que o vírus continue circulando e sofra mutações, ocasionando a criação e descoberta de novas variantes que continuam infectando a população, dificultando a imunização geral.

> O que são as variantes do coronavírus e como elas impactam Santa Catarina

“Tive efeitos colaterais na primeira dose, não quero tomar a segunda”

De acordo com a Mestre em Saúde Pública, existem muitos relatos de pessoas que não querem tomar a segunda dose da vacina pois tiveram diversos efeitos colaterais ao receber o imunizante pela primeira vez. No entanto, Amadigi lembra sobre um estudo onde uma pesquisa apontou que as reações da segunda dose da vacina contra a Covid-19 são quase nulas ou inexistentes. Porém, tudo vai depender do sistema imunológico de cada um.

Ou seja, a tendência é de que quem tomar a segunda dose do imunizante não tenha reações ou efeitos colaterais adversos como pode ter tido da primeira vez.

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