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Butanvac: tudo sobre a vacina brasileira contra a Covid-19

Imunizante pode ser mais uma esperança no combate a pandemia do Coronavírus

11/06/2021 - 12h50 - Atualizada em: 11/06/2021 - 12h53

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Redação
Por Redação DC
Butanvac é produzida pelo Instituto Butantan
Butanvac é produzida pelo Instituto Butantan
(Foto: )

A vacina Butanvac pode ser mais uma esperança no combate a pandemia da Covid-19. O imunizante já está em fase de testes e a boa notícia é que a produção é totalmente nacional. Desse modo, caso seja aprovado a imunização dos brasileiros poderá ser feita de maneira mais rápida e eficiente.

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Realmente, o fato de a Butanvac ter uma produção 100% brasileira é um grande avanço para o país e, ao mesmo tempo, é uma notícia tranquilizadora. Isso porque, o Brasil já registrou mais de 17 milhões de casos e mais de 450 mil pessoas perderam as suas vidas por causa da Covid-19 desde o início da pandemia. A vacina brasileira é, portanto, mais uma esperança de combate ao Coronavírus.

Pensando na importância desse tema, preparamos um conteúdo completo sobre a vacina brasileira. Vamos destacar como vai ser a produção, qual a previsão de autorização da Anvisa e também informaremos qual a previsão da aplicação das doses.

O que é a Butanvac

A vacina Butanvac é produzida pelo Instituto Butantan, na cidade de São Paulo. A produção é inteiramente nacional, não depende de importação e nem de matéria-prima estrangeira.

A tecnologia de produção da vacina é a mesma utilizada na produção do imunizante do influenza. O instituto utiliza a tecnologia de vacina inativada com base em ovo.

No processo de elaboração do imunizante, o Instituto Butantan usa um vetor viral que contém a proteína Spike do Coronavirus. O vírus utilizado como vetor no imunizante é o de doença de Newcastle, uma patologia que afeta aves.

Diferentemente do Coronavírus, a doença de Newcastle não causa nenhum sintomas seres humanos. Além disso, o vírus inativado na produção do imunizante, o que garante mais segurança para vacina.

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O que se sabe sobre a Butanvac

Na última quarta-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em voluntários da Butantã em voluntários da vacina contra a Covid-19. Trata-se do começo da fase clínica de estudos.

Inicialmente, o imunizante será testado em 400 voluntários e as duas doses serão aplicadas com 28 dias de intervalo. Com isso, torna-se possível verificar a eficácia da vacina. Espera-se que seja igual ou superior a 50% para que seja possível a aplicação futura na população brasileira de forma geral.

Os estudos do imunizante nacional estão sendo feitos no Hospital das Clínicas (FMUSP) e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

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Estudos da Butanvac estão sendo feitos em São Paulo
Estudos da Butanvac estão sendo feitos em São Paulo
(Foto: )

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Como vai ser a produção

Destacamos anteriormente que a vacina Butanvac utiliza tecnologia semelhante em relação à vacina do influenza e também não depende de matéria-prima importada. Os insumos do imunizante são ovos de galinhas, embalagens e frascos. Até o momento, estima-se que cada ovo tenha material suficiente para produzir as duas doses da vacina.

Sobre esse tema é importante destacar que a Butanvac foi testada em animais e aguardava autorização para o início dos testes em humanos. Na última quarta-feira, a Anvisa conseguiu aprovação para o início da testagem em voluntários. Espera-se que até 58 milhões de doses sejam feitas até o final do ano, o que seria suficiente para fazer a imunização completa de 29 milhões cidadãos.

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Quais as vantagens de ser 100% nacional

Existem diversos aspectos positivos pelo fato de o imunizante ter uma produção totalmente nacional e não depender de matéria-prima estrangeira para a sua fabricação. Primeiramente, não há a necessidade de importar nenhum insumo.

Dessa forma, a produção da vacina torna-se mais barata e também será possível produzir mais doses do imunizante em menos tempo, o que pode ajudar a acelerar o ritmo da vacinação da população brasileira.

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Qual a previsão de autorização da Anvisa

Todas as vacinas passam por diversas etapas até o início da aplicação em seres humanos. Em uma análise inicial, todo esse processo pode ser burocrático. No entanto, esse procedimento é necessário, pois ele visa assegurar mais segurança na produção de vacinas. Com isso, elas tendem a ser mais eficazes e causarem menos reações.

Na quarta-feira (9), a Anvisa aprovou o início dos testes do imunizante nos seres humanos. Trata-se de uma importante etapa do processo até a aprovação definitiva da vacina e de uma excelente notícia.

A partir desse momento serão feitas as testagens e o devido acompanhamento para verificar a eficácia do imunizante. Caso tenha uma eficácia igual ou superior a 50%, a vacina poderá ser aplicada em seres humanos.

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Qual a previsão da aplicação das doses da vacina

Ainda não há uma previsão exata sobre quando vão começar a aplicação das primeiras doses da vacina. Isso porque, a vacina precisa passar por diferentes etapas antes de começar a ser aplicada na população geral.

Antes de começar a aplicação nos brasileiros, é necessário verificar se a vacina é segura e não causa nenhum efeito colateral. Após isso, é importante verificar a resposta imunológica que os voluntários vão desenvolver. Por meio dos resultados será possível fazer avaliação da eficácia da Butanvac.

A previsão inicial, de acordo com o presidente do Butantan, Dimas Covas, é que os primeiros resultados de eficácia sejam colhidos a partir de agosto. Depois disso, já pode ser possível solicitar a autorização do uso emergencial do imunizante na Anvisa.

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Como está a vacinação no Brasil

O ritmo da vacinação no Brasil e em SC continua bastante lento. De acordo com dados apurados pelo consórcio de veículos de comunicação, apenas 11% dos brasileiros (23.520.981 pessoas) receberam a imunização completa, ou seja, já tomaram as duas doses da vacina.

A primeira dose da vacina foi aplicada em 24,93% dos brasileiros, o que corresponde a 52.790.945 pessoas. Com essa porcentagem de vacinados, o Brasil é apenas o 72º país que mais vacinou a sua população no mundo se consideramos a questão proporcional.

Na América, o Brasil está apenas em 15º lugar. O país melhor posicionado do continente é a Chile, se aplicou ao menos uma dose em 58% de sua população.

É importante destacar que os laboratórios responsáveis pelas produções das vacinas recomendam a aplicação de duas doses dos imunizantes para que seja possível que um combate mais eficaz à doença.

Sobre esse tema, o Ministério da Saúde reduziu, na última quinta-feira (10), a previsão de entregas das vacinas contra covid-19 para o mês de junho. Vale ressaltar que a previsão é apresentada pela pasta todas as semanas.

Em 19 de maio, esperava-se entregar 52,2 milhões de vacinas. No entanto, nessa semana essa contabilidade está em apenas 37,9 milhões, o que corresponde a uma diminuição de 27,4% da previsão inicial.

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Como está a vacinação nos estados brasileiros

Até o momento, se considerarmos o aspecto proporcional, Mato Grosso do Sul foi o estado que mais vacinou a sua população. Aproximadamente 34,52% da população local recebeu ao menos uma dose.

Rio Grande do Sul, por sua vez, continua sendo o estado que mais aplicou a segunda dose. Atualmente, 14,12% dos seus habitantes foram completamente imunizados contra a Covid.

Em Santa Catarina, 1.984.870 pessoas receberam a 1ª dose, o que equivale a 27,37% da população catarinense. Em relação à segunda dose, 760.656 cidadãos já foram completamente imunizados, o que corresponde a 10,49% da população local.

Quais são os imunizantes aplicados na população brasileira

Até o momento, três imunizantes já foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ambos já são aplicados na população brasileira. São eles:

CoronaVac;

Oxford/AstraZeneca;

Pfizer/BioNTech.

A vacina brasileira já está em fase de testes e, caso seja aprovada pela Anvisa, ela pode começar a ser aplicada em milhões de brasileiros. Com isso, torna-se possível acelerar o ritmo vacinal da população brasileira e evitar a disseminação da pandemia do coronavírus pelo Brasil. Podemos dizer, portanto, que se trata de uma das principais esperanças do combate da pandemia no país.

Diferença entre as vacinas

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