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Efeitos colaterais da AstraZeneca; veja os sintomas mais relatados

Quem recebeu a vacina contra a Covid-19 explicou o que sentiu após receber o imunizante

24/06/2021 - 04h00 - Atualizada em: 28/07/2021 - 08h04

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Redação
Por Redação DC
Efeitos colateriais da AstraZeneca são comuns e não apresentam risco
Efeitos colaterais da AstraZeneca são comuns e não apresentam risco
(Foto: )

Com o aumento da produção da vacina AstraZeneca/Oxford, desenvolvida pela Fiocruz, as doses desse imunizante têm sido disponibilizadas por todo o país. Com isso, aumentaram os relatos de pessoas que receberam a vacina e apresentaram efeitos colaterais à AstraZeneca. 

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Ainda que tais efeitos estejam previstos na bula e costumam passar após alguns dias, a população têm se preocupado em relação a esta vacina, fator que contribui para diminuir o número de pessoas que buscam a imunização. Para que você entenda melhor quais são os efeitos colaterais da AstraZeneca e os motivos pelos quais você não deve se preocupar ao receber esta vacina, continue a leitura conosco!

Vacinas contra Covid-19 disponíveis no Brasil

Após autorização concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitári (Anvisa) para a importação dos lotes referentes à vacina Sputnik V, da Rússia, e Covaxin, da Índia, o Brasil poderá contar com 6 diferentes imunizantes para conter a pandemia causada pelo Novo Coronavírus. 

Oxford/AstraZeneca

Produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o grupo farmacêutico AstraZeneca, a vacina utiliza tecnologia conhecida como vetor viral não replicante. Por este motivo, a AstraZeneca usa um vírus vivo, como um adenovírus (causador do resfriado comum) que não seja capaz de se replicar no organismo, ou mesmo prejudicar a saúde humana.

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Este adenovírus é modificado por meio de engenharia genética para que seja possível carregar as instruções para produzir uma proteína característica do coronavírus. Assim, ao entrar nas células do corpo, o adenovírus faz com que elas comecem a produzir a proteína, exibindo-a na sua superfície. Essa proteína é detectada pelo sistema imunológico, que cria formas de combater o Novo Coronavírus e desenvolve uma resposta protetora contra a infecção. 

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CoronaVac

Outra vacina utilizada no Brasil atualmente é a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Seus testes clínicos foram iniciados no país em julho de 2020, recebendo autorização para uso emergencial pela Anvisa em 17 de janeiro de 2021.

Janssen

Por unanimidade, a Anvisa aprovou o uso emergencial no Brasil da vacina Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson. Atualmente, ela é a única no mercado que oferece a imunização somente em uma dose.

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Pfizer

Fabricada pela farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech, este imunizante foi rejeitado pelo Ministério da Saúde em 2020, mesmo sendo a primeira vacina a receber autorização para uso amplo pela Anvisa no país, em 23 de fevereiro de 2021.

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Efeitos colaterais da Astrazeneca

De acordo com a Anvisa, a vacina AstraZeneca apresentou 64,2% de eficácia contra a Covid-19 em estudos conduzidos no Brasil. De acordo com a situação, a eficácia desse imunizante pode variar entre 30,6% e 81,5%.

O intervalo entre as doses da vacina deve variar entre 8 a 12 semanas. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, a segunda dose da AstraZeneca deve ser aplicada após 3 meses. 

Uma das facilidades que permite o uso da vacina no Brasil é seu fácil armazenamento. Sua refrigeração deve ser realizada entre 2 ºC e 8 ºC, facilitando não só o transporte, mas também a aplicação em áreas mais remotas. 

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Por ser uma das vacinas mais utilizadas no país, os relatos relacionados aos efeitos colaterais da AstraZeneca se tornaram comuns. Veja quais são eles, dos mais frequentes para os menos relatados:

Sensibilidade no local da injeção;

Dor no local da injeção;

Dor de cabeça;

Fadiga;

Dor no corpo;

Nódulos presentes em pescoço ou axilas;

Mal-estar; 

Febre e calafrios;

Dor nas articulações;

Náusea.

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Novas Orientações da Agência Europeia de Medicamentos

Um relatório emitido pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos) aponta que o risco de desenvolvimento de trombose deve ser incluído entre a lista de efeitos colaterais muito raros da AstraZeneca. No entanto, as informações coletadas até o momento não inviabilizam de nenhuma forma a aplicação do imunizante. 

Por isso, a vacina não apresenta motivos para não ser realizada ou postergada por pessoas que fazem parte dos grupos de imunização do momento, afinal, estudos clínicos em andamento apontam que o desenvolvimento da trombose no decorrer da vacina é extremamente raro.

A agência reguladora europeia também orienta que todos os indivíduos que receberem a imunização sejam orientados pelos efeitos colaterais da AstraZeneca, e busquem atendimento médico se sentirem alguns dos seguintes sintomas: 

Dificuldades para respirar;

Dores no peito;

Inchaço nas pernas;

Dores abdominais persistente;

Dor de cabeça persistente (por 2 semanas);

Visão embaçada;

Pequenas manchas avermelhadas na pele próximo ao local da aplicação.

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A importância de tomar a vacina

Ainda que estejam presentes os efeitos colaterais da AstraZeneca, a imunização contra a Covid-19 contribui para a proteção contra essa doença que já causou a morte de mais de 500 mil brasileiros.

Assim, os benefícios da vacina superam em muito seus efeitos colaterais da vacina contra Covid-19. Isso porque as vacinas garantem que a pessoa não morra devido à doença após ser imunizada de forma correta. 

Entretanto, ainda que você receba a imunização, é muito importante continuar mantendo as recomendações para evitar a contaminação por Covid-19. Essa é a melhor maneira de evitar o desenvolvimento da doença, ainda que seja em sua forma mais branda.

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As consequências da desinformação

Assim que foi iniciada a vacinação no Brasil, muitas informações incorretas foram compartilhadas, fatores que causaram na população a insegurança e também muitas dúvidas em relação aos imunizantes. 

Dessa forma, a desinformação ao sentir os efeitos colaterais da AstraZeneca causou não só hesitação no momento de receber a primeira dose da vacina, como também provocou a ausência de milhares de brasileiros para receber a segunda dose. 

Quando as vacinas são aprovadas para o uso em massa, são consideradas totalmente eficazes e seguras. Criadas pela necessidade da imunização contra a Covid-19 e outras doenças, as vacinas aumentam a expectativa de vida, evitam mortes, incapacitação. Além disso, são as grandes responsáveis por minimizar a mortalidade infantil no Brasil e no mundo.

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Atualmente, a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que todos os adultos e adolescentes sejam imunizados. Alguns estudos ainda em andamento buscam confirmar a necessidade da imunização de crianças. 

No Brasil, devido a escassez de vacinas, a maioria dos estados realiza a imunização somente de pessoas maiores de 18 anos. Isso porque, os adultos são os que mais atingidos pelos casos graves da doença.

É preciso lembrar que, mesmo aqueles que foram infectados pela Covid-19, devem receber a imunização contra a doença, e que os efeitos colaterais da AstraZeneca nesses indivíduos são os mesmos.

Além disso, o indivíduo só deverá se considerar imunizado após receber 2 doses da vacina, contando 14 dias após a aplicação da segunda dose. Esse é o tempo que o organismo leva para criar anticorpos necessários para combater o vírus. 

Por não ser informado deste período, muitas pessoas acabam recebendo a segunda dose e desrespeitando as orientações para evitar a contaminação por Covid-19. Assim, acaba se contaminando pela doença e, muitas vezes evoluindo para um quadro fatal. 

Dessa forma, muitos acreditam que a vacina não é segura e eficaz. Contudo, é comum casos em que o vírus foi contraído dentro deste período de 14 dias após a segunda imunização.

A importância da vacinação em massa

A vacinação em massa, ou seja, quando grande parte da população é imunizada, é a única forma de proteger pessoas saudáveis ou vulneráveis contra a Covid-19, outras doenças e infecções que possam atingir crianças, idosos, adultos e pacientes imunossuprimidos.

A imunidade coletiva, como é chamada, é uma proteção que se torna eficaz somente quando grande parte da população recebe a vacina. Isto é, quando a cobertura vacinal atinge um número médio de 92% a 95% das pessoas do país. Dessa forma, é fundamental que todas as pessoas que possam ser vacinadas adquiram esse direito para proteger não só a si, mas também os outros.

Quando for atingido o valor necessário para a imunidade coletiva, será possível evitar a circulação do Novo Coronavírus também em locais onde as pessoas não puderam ter acesso à imunização. Em outras palavras, quanto mais pessoas receberem vacinas como a AstraZeneca, menores serão as chances de novos surtos e nova ocorrência da doença na população.

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Porque você não deve deixar de tomar a AstraZeneca 

No Brasil, foram notificados 6 casos de tromboembolismo por pessoas que já haviam recebido a vacina da AstraZeneca. No entanto, a relação entre o problema e o uso da imunização nao foi comprovado em nenhum dos casos. 

Assim, a Anvisa segue o mesmo caminho da OMS, recomendando a continuação da vacinação com este imunizante. Para a Presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações ( SBIm), Monica Levi, é preciso lembrar que os estudos não terminaram. 

Segundo Monica, para países que contam com uma grande oferta de imunizantes, de diferentes marcas, é possível realizar a interrupção por precaução. Contudo, pela escassez de vacinas no Brasil, a situação é diferente.

Ainda que os efeitos colaterais da AstraZeneca pareçam ser desagradáveis, os sintomas, riscos e consequências da Covid-19 são muito mais elevados. Além disso, as chances de trombose por meio da vacina são muito inferiores quando relacionadas às outras causas do desenvolvimento dessa condição. 

Por isso, não tenha medo da imunização. Assim que chegar seu momento, vá até a unidade de saúde mais próxima e exerça seu direito de receber qualquer vacina que estiver disponível contra o Novo Coronavírus.

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