Leão-baio é perigoso? Conheça espécie vista na Serra Catarinense

Animal é conhecido por ser ágil e escalar árvores

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Felino pode chegar a pesa 70 quilos e medir quase 3 metros de comprimento. (Foto: Reprodução)

O Leão-baio, ou Puma Concolor, é o segundo maior felino do continente americano. A espécie já foi vista por diversas vezes na região Sul do Brasil, incluindo Santa Catarina. O animal de grande porte também é conhecido como onça-parda ou suçuarana e pode viver de 8 a 10 anos.

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O nome da espécie, Puma Concolor vem da língua nativa dos povos de região andina, da América do Sul, onde “Puma” significa “poderoso” ou “poder” e “Concolor” refere-se à “mesma cor” e tem origem no latim.

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A espécie pesa cerca de 70 quilos, com comprimento que varia entre 1,5 a 2,75 metros e tem os pelos de tom bege acinzentado e até avermelhado, no entanto, quando filhotes, os pequeninos apresentam algumas pintas, mas que somem com o passar dos anos.

Mas afinal, o Leão-baio é perigoso? A resposta é não. Apesar de ser um animal carnívoro, o bichano não apresenta grandes riscos aos humanos, já que ele costumeiramente caça animais de portes menores, salvo em alguma exceções. 

Hábitos do leão-baio

O predador tem hábitos tanto noturnos, quanto diurnos. Ele sai para caçar e se alimentar. Carnívoro, o animal se alimenta de outros animais como roedores, lebres, tatus, veados, capivaras, aves, lagartos e até mesmo serpentes.

Com a diminuição do território para a caça, o animal acaba invadindo fazendas e até regiões metropolitanas para se alimentar. Por isso, entre os alimentos do bichano também estão gados e ovelhas.

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Ameaça de extinção

Devido às mudanças no habitat natural em que o leão-baio vive e também por causa da caça do bicho, o animal vive em grande ameaça causada pelos seres humanos.

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Movido pelo extinto animal, a espécie, ao invadir as regiões metropolitanas e os pastos com crianças de gados e ovelhas, acaba se colocando em risco, assustando moradores e muitas vezes acaba sendo morto.

Em 2012, estimou-se que a população total de leão-baio no Brasil era de 327.814 indivíduos. Entretanto a população efetiva (N) correspondia a cerca de 3.489 indivíduos. O valor da população efetiva é o que de fato importa em termos da persistência das espécies a longo prazo.

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No Brasil, nota-se que as ameaças às populações de leão-baio são provenientes não só da perda e fragmentação do habitat natural, mas também pela pouca qualidade do que restou para a espécie.

Os animais feridos em atropelamentos ou capturados por conflitos costumam ser levados ao cativeiro e dependendo de sua saúde ou condições comportamentais jamais voltam à natureza.

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Agilidade para escalar

Devido a agilidade do animal em escapar e fugir para a copa das árvores, a espécie ainda está fora de risco total de extinção, de acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

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Outra característica bastante notável são as patas posteriores que são, proporcionalmente, as maiores entre os felinos. Elas possibilitam a espécie realizar grandes saltos, tanto em altura quanto em distância, escalar com insigne destreza, alcançar grandes velocidades em distâncias curtas.

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Leão-baio visto em SC

Uma visita bem inusitada pegou de surpresa o engenheiro agrônomo e produtor Juliano Bertoni que mora em Painel, na Serra Catarinense. Era por volta das 15h30 desta segunda-feira (21), quando ele avistou um Puma Concolor, o animal é conhecido na região serrana como “Leão-baio”. Apesar de ser da região, vê-lo não é comum. Ele foi encontrado em cima de uma árvore no interior de Painel, na localidade de Boa Vista. Acuado pelos cães ele subiu nas árvores.

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