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Solidariedade

Vendedor de alfajor em Itajaí ganha curso após ser vítima de ação truculenta de guardas

Adolescente sonha em ser sargento do Exército e vendia doces para pagar curso preparatório quando foi abordado por guardas municipais

15/09/2021 - 10h49 - Atualizada em: 16/09/2021 - 07h00

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Bianca
Por Bianca Bertoli
Adolescente de 17 anos vendia alfajor no Centro de Itajaí
Adolescente de 17 anos vendia alfajor no Centro de Itajaí
(Foto: )

Uma onda de solidariedade se formou em torno do adolescente vendedor de doces que foi abordado de forma truculenta por guardas municipais em Itajaí. O garoto ganhou cursos de desconhecidos sensibilizados com a situação. Ele estava comercializando os produtos para custear um curso preparatório e se tornar sargento do Exército, além de ajudar a família.

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O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (13) e viralizou nas redes sociais devido aos vídeos feitos no momento da abordagem. As imagens mostram, primeiro, os profissionais tentando imobilizar o rapaz, que resiste e pede ajuda. 

Depois, com ele já algemado, um guarda o joga no chão com um golpe "mata-leão". O garoto foi parado porque não tinha autorização para vender os doces naquela rua, como negou entregar os produtos e tentou correr, a confusão começou.

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A prefeitura afirmou que investigará se houve excesso por parte dos agentes. Já na Polícia Civil, o boletim registrado foi contra o jovem, que deve responder por ato infracional análogo a desacato, resistência e lesão corporal. Segundo a Guarda, ao resistir à apreensão, o rapaz acabou causando “algumas escoriações” em dois servidores.

O pai do vendedor buscou uma cópia do boletim de ocorrência na delegacia de Itajaí na manhã desta quarta-feira (15). A preocupação agora é o que o documento pode causar ao futuro do filho. Se passar no concurso da Escola de Sargentos das Armas (ESA), como sonha desde menino, o adolescente pode esbarrar nas exigências do Exército, que incluem reputação penal ilibada.

Pai buscou boletim de ocorrência na delegacia de Itajaí nesta quarta-feira
Pai buscou boletim de ocorrência na delegacia de Itajaí nesta quarta-feira
(Foto: )

Enquanto a família conta com a ajuda de um advogado que se dispôs a trabalhar gratuitamente para tentar solucionar o problema, outras ajudas surgiram após a repercussão da abordagem. Ele ganhou um curso preparatório para o concurso da ESA e um de informática, além da promessa de um computador e de aulas de inglês para auxiliar nos estudos.

— Conseguimos algumas ajudas, mas nossa luta é para retirar essas acusações dele. Até agora ninguém do município se propôs a ajudar — lamenta o pai.

A prefeitura de Itajaí informou que uma reunião foi marcada com o responsável do garoto para esta quinta-feira (16) para saber como pode ajudar a família neste momento.

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