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    Witzel cita Bolsonaro e se diz alvo de “possível uso político” do MPF por afastamento

    Governador do Rio de Janeiro falou à imprensa após ser afastado do cargo nesta sexta-feira por causa de investigações sobre contratos na saúde

    28/08/2020 - 10h31

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    Por Jean Laurindo
    Witzel se defendeu das acusações e disse que afastamento do cargo determinado por STJ é "ultraje à democracia"
    Witzel se defendeu das acusações e disse que afastamento do cargo determinado por STJ é "ultraje à democracia"
    (Foto: )

    O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), rebateu as denúncias que resultaram no afastamento dele do cargo e apontou que é vítima de um “possível uso político” do Ministério Público Federal.

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    Witzel acusou a subprocuradora Lindora Araújo, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e integrante da investigação que resultou no pedido de afastamento, de “perseguir governadores com investigações rasas e buscas e apreensões preocupantes”, e afirmou que ela tem relação próxima já divulgada pela imprensa com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro.

    – Eu, assim como outros governadores, estamos sendo vítima de um possível uso político da instituição – argumentou.

    Witzel citou o presidente Bolsonaro também em outros momentos do pronunciamento à imprensa, na manhã desta sexta-feira (28). Insinuou que prisões de milicianos no Estado poderiam “incomodar” e chegou a dizer que o presidente o via como possível adversário nas eleições presidenciais de 2022.

    – Bolsonaro já declarou que quer o Rio de Janeiro, já me acusou de perseguir a família dele. Mas diferentemente do que ele imagina, aqui a Polícia Civil é independente, o Ministério Público é independente – afirmou.

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    Governador nega acusações

    O governador afastado negou ter cometido qualquer ato para atrapalhar as investigações e disse não ter nenhum envolvimento com os casos investigados.

    – Não tenho relação com Mário Peixoto (empresário investigado por contratos com o governo), com qualquer empresário, e nunca pedi a qualquer secretário a contratação e qualquer empresa – defendeu-se.

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    Witzel afirmou que afastou o primeiro e o segundo escalão das secretarias investigadas e sugeriu que o afastamento por 180 dias teria relação com a indicação do procurador-geral de Justiça, do Ministério Público estadual, que ele precisará fazer ao final do ano.

    – Há interesses poderosos contra mim, e querem destruir o Estado do Rio de Janeiro, atingindo a mim, o presidente da Alesc, o vice-governador, que vai ficar em exercício agora com uma busca e apreensão feita na casa dele, fragilizado – apontou.

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    O governador afastado classificou como “ultraje à democracia” o afastamento dele e que o Judiciário não poderia “afastar um governador com a suposição de que ele vai fazer isso ou aquilo”.

    Por fim, Witzel disse que tomará as medidas cabíveis para tentar reverter o afastamento do cargo, mas que até o momento não teve acesso aos autos da investigação.

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