A ex-deputada federal Carla Zambelli está mais perto de voltar ao Brasil após mais um pedido de extradição ter sido acolhido pela Justiça italiana nesta quinta-feira (16). Em março, a Corte de Apelação da Itália já havia autorizado a extradição de Zambelli no caso de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Com informações do g1.

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Dessa vez, o pedido acolhido diz respeito à condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. As duas decisões ainda cabem recursos e, por isso, a volta dela para o Brasil ainda não foi decidida. Para o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, os pedidos comprovam “que há vários crimes e que não procedem as alegações de perseguição política”.

A palavra final sobre a extradição, depois que os recursos forem analisados, será do governo italiano, com o Ministério da Justiça da Itália avaliando os elementos para aceitar ou recusar o pedido de extradição.

Zambelli pode cumprir prisão no Brasil

Como funciona a extradição?

Os pedidos fazem parte do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, promulgado no Brasil em 1993. O acordo aponta que a extradição deve ser obrigatória e recíproca para fins de julgamento ou cumprimento de meda se:

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  • o crime for punível nos dois países;
  • a pena máxima for superior a 1 ano (ou, no caso de execução, saldo superior a 9 meses);
  • inexistir de caráter político do delito.

Por que Zambelli está presa?

A ex-deputada está presa na Itália desde 29 de julho. Ela tem cidadania italiana e deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, em 2023, em parceria com o hacker Walter Delgatti, que também está preso.

Além disso, também foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em São Paulo, na véspera das eleições de 2022. A decisão resultou na perda do mandato parlamentar.