Suspeita de envenenar bolo foi transferida há uma semana para presídio em que morreu

Deise Moura dos Anjos foi encontrada morta em uma cela individual nesta quinta-feira (13)

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arsenio

Deise teria colocado veneno na farinha do bolo (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar e matar três pessoas com um bolo com arsênio no Rio Grande do Sul, havia sido transferida para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, havia uma semana. Ela foi encontrada morta em uma cela individual do presídio nesta quinta-feira (13). As informações são do g1.

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Desde o dia 5 de janeiro, quando foi presa de forma temporária como a principal suspeita de envenenar com arsênio a farinha utilizada em um bolo de frutas cristalizadas no final de dezembro, ela estava no Presídio Feminino de Torres. De acordo com a polícia, ela foi transferida para a outra unidade por haver mais estrutura na penitenciária estadual que garantisse a segurança de Deise.

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A Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba também recebe apenas presas mulheres. Já no Presídio Feminino de Torres, Deise estava na ala em que ficam somente mulheres, mas que também possui homens em outras partes do complexo.

Segundo a rotina descrita pela polícia, Deise era proibida de ter contato com outras presas. A cela tinha cama, vaso sanitário, chuveiro e pia, com a suspeita tendo acesso apenas às vestimentas, roupas de cama, livros, cartas e objetos de higiene pessoal, que não ofereciam riscos.

Morte de Deise

Deise foi encontrada “sem sinais vitais” em uma cela individual durante uma conferência feita pela Polícia Penal na penitenciária. Em nota, as autoridades disseram que “imediatamente, os servidores prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência que, ao chegar no local, constatou o óbito”.

As causas da morte ainda serão investigadas.

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Confira a nota da Polícia Penal na íntegra

A Polícia Penal informa que, durante a conferência matinal na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, a presa Deise Moura dos Anjos foi encontrada sem sinais vitais.

Imediatamente, os servidores prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Médico de Urgência que, ao chegar no local, constatou o óbito.

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Deise estava sozinha na cela. As circunstâncias serão apuradas pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias“.

Fim do inquérito

De acordo com o delegado Fernando Sodré ao Metrópoles, o inquérito será encerrado no dia 20 de fevereiro. O resultado das investigações será encaminhado ao Ministério Público, já que houve extinção da punibilidade devido à morte da “agente”.

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Veja fotos do caso

Relembre o caso

Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, e Neuza Denize da Silva dos Anjos, 65, morreram após ingerirem um bolo durante uma reunião familiar no dia 23 de dezembro. A suspeita é de que o arsênio comprado e usado por Deise tenha sido misturado à farinha.

Ela também é investigada por três tentativas de homicídio, de três pessoas que comeram o bolo e sobreviveram — incluindo a sogra Zeli dos Anjos, que seria, segundo a Polícia Civil, o principal alvo da suspeita.

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A mulher também é suspeita pelo homicídio do sogro, Paulo Luiz dos Anjos, que morreu em setembro de 2024. O corpo dele foi exumado e, na análise, também foi encontrado arsênio. Deise tinha problemas com a sogra e chegou a ameaçar Zeli.

— Ela estava no dia 2 de setembro, quando ela fez o café com leite em pó e tudo mais, junto com seu marido, e também estava no local em que Zeli fez o bolo em Arroio do Sal. Ela também consumiu e foi para o hospital — diz o delegado responsável pelo caso, Marcos Veloso.

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