Três treinadores são expostos por abuso de atletas em quatro meses em SC

Técnico de handebol foi preso por suspeita de abusar sexualmente ao menos sete vítimas menores de idade no sábado (26)

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Imagem mostra tentativa de assédio

Diário Catarinense contou a história de três casos de abuso no meio esportivo desde julho (Foto: Tiago Ghizoni / DC)

Santa Catarina teve três treinadores expostos por abuso de estudantes — a maioria menor de idade — em um intervalo de quatro meses. A recente prisão do técnico de handebol de Saudades por suspeita de abusar sexualmente de ao menos sete alunos se soma a outras duas situações e mostra que casos como este não são isolados no Estado.

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As investigações contra o treinador de handebol começaram após relatos de que ele teria tocado em partes íntimas dos atletas a pretexto de auxiliar em exercícios físicos. Segundo o delegado responsável pelo caso, Lucas Gomes de Almeida, ele também faria “massagens” enquanto elogiava os corpos dos alunos.

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Até o técnico ser preso no último sábado (26), ao menos sete vítimas – com idades entre 11 e 16 anos – tinham sido identificadas. O caso aconteceu em Saudades, no Oeste catarinense. O homem de 37 anos deve responder por estupro de vulnerável, assédio e importunação sexual. A investigação permanece em sigilo e o nome do suspeito não foi divulgado.

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Em agosto, uma situação semelhante foi exposta em São José, na Grande Florianópolis. O treinador de vôlei André Testa foi preso na cidade suspeito de estupro e assédio sexual. Ao menos nove vítimas, entre garotas e garotos, afirmaram que os abusos ocorreram quando eram adolescentes. O caso veio à tona após reportagem exclusiva da NSC, em apuração conjunta dos jornalistas Raphael Faraco e Juan Todescatt.

A  delegada Marcela Goto, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), contou que alguns atletas eram embriagados antes dos abusos.

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— Ele tinha o mesmo modus operandi. Ele ganhava confiança [dos atletas], saía para restaurantes e bares, fornecia bebidas alcoólicas para adolescentes e, posteriormente, abusava sexualmente dos mesmos — explica a delegada. 

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Os jovens contaram a relação de confiança que tinham no treinador e como ele conseguia ser “manipulador” e “persuasivo”, o que dificultou também que as vítimas entendessem os crimes.

— Ele ganha muito a confiança e acabou abusando de mim — contou uma das testemunhas— Eu não tava, como eu posso dizer, eu não tava entendendo direito essa situação. Eu era virgem na época. Foi a minha primeira vez — completou.

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Em nota divulgada na época, a defesa do treinador alegou que a prisão foi “importuna, desnecessária e ilegal” e que ele é inocente das alegações.

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Também em São José, o técnico do time de futsal feminino Sanrosé Reginaldo Valdir Vieira passou a ser investigado por abuso sexual após a denúncia de pelo menos 12 atletas.

Leslley Correa, 20 anos, foi uma das vítimas que denunciou Vieira, de 31 anos. Ela relatou ao Hora de Santa Catarina a dinâmica dos abusos que as jogadoras sofriam e a pressão para que fizessem sexo com o treinador.

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— Ele insistia muito para que a gente tivesse relação [sexual]. Isso [contar] é muito difícil. Eu era virgem na época, ele falava: “Tu só vai conseguir jogar bem quando tu perder tua virgindade”. Uns absurdos, sabe? — diz. 

O escândalo foi revelado em julho, em uma reportagem exclusiva exibida no Esporte Espetacular, da TV Globo. Para a delegada do caso, Marcela Goto, ele negou todas as acusações

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