Decisão judicial impede venda da Teka para empresa de SP

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Empresa blumenauense está na mira de holding (Foto: Patrick Rodrigues)

A tentativa da Bretton Participações de comprar a Teka, revelada com exclusividade pela coluna na última semana, não irá adiante, pelo menos por enquanto. O juiz Clayton Cesar Wandscheer, da 2ª Vara Cível de Blumenau, determinou que qualquer negociação das ações envolvidas na proposta feita pela holding deve permanecer suspensa.

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Em despacho publicado na segunda-feira (13), o magistrado destacou que os papéis em questão estão bloqueados por decisão judicial e impedidos de serem negociados na Bolsa de Valores até novo comando da Justiça.

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A decisão acompanha a posição da própria direção da Teka, da administradora judicial da empresa e do Ministério Público. O trio já havia se manifestado anteriormente, alegando que a venda destas ações específicas não seria possível justamente por elas estarem bloqueadas.

Em outubro do ano passado, a Bretton fechou um acordo para adquirir a participação acionária de Frederico Kuehnrich Neto, ex-presidente afastado da Teka por determinação da Justiça. Para adquirir a fatia do empresário no negócio, a holding estaria disposta a desembolsar até R$ 180 milhões.

Como a Teka está em recuperação judicial, que se arrasta desde 2012, a negociação precisaria do aval do juiz responsável pelo processo, que não havia se manifestado sobre o assunto até então.

Com sede em São Paulo, a Bretton se apresenta como uma empresa especializada na reestruturação de outras empresas em delicada situação financeira. Ao pedir a homologação da transferência acionária, a companhia disse que estaria disposta a investir pelo menos R$ 25 milhões na Teka, aporte que poderia dobrar para R$ 50 milhões.

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