Como o alargamento de Balneário Camboriú fez obras multiplicarem em praias no Brasil

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Praia Central de Balneário Camboriú, três vezes maior (Foto: Patrick Rodrigues)

Há cerca de duas semanas, a paisagem mudou na Praia de Matinhos, no Litoral do Paraná. Um trecho da faixa de areia foi interditado para dar lugar à montagem dos dutos que trarão 2.8 milhões de metros cúbicos de material do fundo do mar para engordar a praia. A obra de Matinhos é a mais adiantada de uma onda de projetos que ganharam fôlego após as obras de alargamento da faixa de areia de Balneário Camboriú, concluídas no fim do ano passado.

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O sucesso do alargamento em Balneário Camboriú, que foi finalizado sem intercorrências e refletiu rapidamente em movimentação econômica – tanto no turismo, quanto no mercado imobiliário (a cidade acaba de subir para o primeiro lugar no ranking do metro quadrado mais caro do país) – levaram várias cidades do país a anunciar projetos semelhantes. É o caso de João Pessoa (PB), Natal (RN), e também de “vizinhas” como Itapema, que se prepara para executar o processo de alargamento ainda este ano.

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Expectativa

As obras de engordamento de faixa de areia não são uma novidade no Brasil, e muitos projetos foram feitos desde o icônico alargamento da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em Santa Catarina, praias como Balneário Piçarras e Canasvieiras, em Florianópolis, foram alargadas.

Mas havia muita expectativa em relação a Balneário Camboriú porque se tratava de experimentar técnicas mais modernas de alargamento em uma praia famosa, urbanizada e dependente do turismo sol e mar. Como o modelo de projeto funcionou muito bem, sem intercorrências, e a praia triplicou de tamanho em um período curto, de apenas três meses, a Praia Central virou um “case” de sucesso e uma lançadora de tendências.

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O resultado é que a demanda de dragagem também anda alta no Brasil. A empresa Jan de Nul, que fez os trabalhos em Balneário Camboriú, também fará o engordamento da praia em Matinhos. A companhia belga integra o consórcio que venceu a licitação no Paraná. 

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Por lá, a extenção é um pouco maior e o projeto também. São 6,3 quilômetros no Paraná, contra 5,8 quilômetros em Balneário Camboriú. Matinhos ficará com 100 metros de largura de faixa de areia, enquanto a Praia Central ficou com 70.

Com uma proposta maior, o preço também será mais alto. O alargamento de Balneário Camboriú ficou em R$ 88 milhões, com correção. O projeto de Matinhos foi contratado por R$ 124,5 milhões e deve ser entregue pouco antes da temporada de verão.

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