Professor de Itapoá é preso suspeito de importunação sexual em escola

Suspeito foi localizado e preso em Curitiba (PR), mas negou os fatos à polícia e disse ter se mudado porque estaria sofrendo ameaças de morte

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Crianças tinham 11 anos de idade quando boletim de ocorrência foi registrado (Foto: Patrick Rodrigues / Banco de Dados NSC Total)

A Polícia Civil prendeu na última semana um professor de Itapoá suspeito de importunação sexual contra estudantes de uma unidade escolar do município localizado no Litoral Norte de Santa Catarina. Os registros e boletins de ocorrência foram feitos em outubro de 2019 pelos pais das vítimas as quais, na época do crime, tinham 11 anos de idade.

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O suspeito, 33 anos, foi preso preventivamente em Curitiba, capital paranaense, na última quinta-feira (11). No entanto, segundo a polícia, ele não estaria foragido. 

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A delegada Milena de Fátima Rosa, responsável pelas investigações, disse que o suspeito negou os fatos em depoimento. 

– Ele informou que se mudou para Curitiba porque estaria sofrendo ameaças de morte. A prisão preventiva dele foi expedida pela Justiça e, ao entrarmos em contato com ele, descobrimos que estava no município do Paraná. Mas ele não estava foragido – acrescenta a delegada. 

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Os detalhes de como os crimes seriam cometidos não foram informados pela Polícia Civil para preservar a identidade das vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas a delegada apenas destaca que eles teriam sido cometidos dentro do ambiente escolar. 

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 O suspeito foi preso preventivamente e permanece no Presídio Regional de Joinville

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Segundo a delegada Milena, desde que começou a atuar no município em janeiro de 2019, este foi o primeiro caso semelhante investigado por ela dentro de escola. Mesmo assim, ela alerta para o cuidado com relação a esse tipo de situação e orienta aos pais ou responsáveis para que mantenham um diálogo aberto com adolescentes e crianças

– É preciso manter o diálogo aberto nunca no sentido punitivo, mas para buscar entender o que acontece. É importante que a criança e o adolescente tenham a confiança e a liberdade para relatar qualquer situação que fuja da conduta adequada entre professor e aluno – ressalta. 

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