“A Oktoberfest ajuda a quebrar um pouco do pessimismo com a economia”, avalia Emilio Schramm

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O empresário Emilio Schramm costuma dizer que lojista que não é otimista “não serve” para a função. Nos últimos tempos, diante de uma recessão que causou fechamento de pontos de varejo, mergulhou o país na desconfiança e deixou milhões de desempregados, todos fatores que impactam diretamente nos resultados do comércio, ele precisou reforçar o discurso.

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O presidente do Sindilojas, que demonstra o habitual ânimo com a chegada da Oktoberfest, sempre um bom período para vendas, é o último entrevistado da série de sabatinas que o blog publicou ao longo desta semana para marcar o lançamento do novo santa.com.br.

Como o comércio tem visto as dificuldades do Brasil?

A nossa preocupação é igual a de todo empresário: a gente não vê uma luz, pela situação política e econômica. Se houver, será só no ano que vem. Se fizermos um final de ano igual ao de 2017, já estaremos muito felizes.

O que precisa ser feito para alavancar o setor?

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Precisamos criar confiança nos dirigentes do país. O grande pepino do Brasil hoje é a falta de otimismo e o pessimismo reinante em todos os sentidos, econômicos e políticos. É uma descrença total. O consumidor está descrente e pessimista e isso afeta o lojista também. É uma engrenagem.

O Sindilojas defende algum tipo de política em Blumenau para a promoção do consumo?

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Especificamente não temos nada bolado. Mas procuramos levar o otimismo para o nosso associado. Ajudamos em algumas coisas. Tentamos colaborar de alguma maneira. Eu sempre digo para o nosso associado: se não for otimista, é melhor nem ser lojista.

Na crise, com o consumidor com confiança em baixa, o que o lojista pode fazer?

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É preciso reforçar o que já é bom, seja preço ou atendimento, e melhorar onde não é. Na macroeconomia não há como interferir. Mas no negócio do lojista é possível. Ele pode chamar o cliente para voltar mais vezes na loja.

Os dados do Caged apontam fechamento de cerca 400 vagas no comércio de Blumenau neste ano. O que explica esse número tão ruim?

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É a recessão. Tem gente que tinha dois estabelecimentos, um no Centro e outro em um bairro, e acabou optando por um, fechando o outro. Não sei se recuperaremos essas 400 vagas, mas agora para o Natal alguma coisa se recupera. Mas em janeiro vai haver uma queda, que é o acontece todo ano quando se pega o temporário. Aquele (trabalhador) que se sobressaiu a gente tenta manter e os outros serão dispensados. Hoje é um problema ter mão de obra qualificada, não está fácil. Aquele vendedor comissionado por excelência não é para qualquer um. É preciso treinar.

Quais as expectativas para a Oktoberfest?

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A Oktoberfest todo ano traz um dinheiro que não está aqui. É um dinheiro novo que entra na praça. Quanto é isso a gente não sabe, mas eu sempre digo para o pessoal: e se não tivesse? A gente vê o volume de pessoas na rua. Inclusive nós, nesse período, estamos mais alegres, saímos mais, a cidade passar a ter outro astral. Até para isso a Oktoberfest ajuda, para quebrar um pouco do pessimismo.

Pesquisas revelam que o blumenauense prefere fazer compras em shoppings, em uma média maior do que em outras cidades. O que o comércio de rua pode fazer para ser mais competitivo?

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O Sindilojas fez um projeto para o Centro de Blumenau, que chamamos de Centro Vivo. Queremos fazer com que o Centro da cidade, e aí não estou falando apenas da Rua XV de Novembro, mas também a Beira-Rio, a Rua 7 de Setembro, a Curt Hering e transversais, tenha lazer, porque é isso que o consumidor busca no shopping. Precisamos trazer o blumenauense para passear no Centro, não meramente para comprar. Hoje o Centro de Blumenau é nada mais do que um comércio. E só. Basta ver que às 19h15min ele já está completamente abandonado. Ninguém vem para olhar as lojas, ver vitrines. Vem para comprar, ir ao banco, para um prestador de serviço, mas não para curtir. Perdemos muito com isso, porque é algo que se encontra no shopping. Por isso o Centro Vivo tem três eixos: lazer, comércio e, principalmente, moradia. Não temos mais tantas pessoas morando no Centro. Se tivesse, teríamos mais movimento. E onde tem movimento a segurança também é melhor.

O senhor agora faz parte da diretoria da Fecomércio-SC. O que a entidade entende que deve ser prioridade para o próximo governo do Estado?

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O governador precisa estimular o desenvolvimento econômico, porque isso se reflete no comércio. No caso da nossa região, o Vale, é fundamental a infraestrutura. Nós não vamos crescer a olhos vistos com a infraestrutura que temos. Isso qualquer pessoa que vai investir leva em consideração. Vivemos ilhados. Temos vários fatores positivos. As nossas escolas são excelentes, temos várias universidades, a saúde é das melhores do Estado, mas o chegar e sair de Blumenau é um desastre. E quando eu falo isso, estou falando da BR-470. Se nós tivéssemos ela duplicada até Indaial os engarrafamentos monstruosos dentro de Blumenau já iriam diminuir.

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