Fampesc diz que pequena empresa não tem como pagar custo de redução da jornada 6X1

Entidade que representa as micro e pequenas empresas de Santa Catarina se manifesta contra a redução da jornada atual de 6X1

Compartilhe:

O presidente da Fampesc, Pedro Fank, diz que micro e pequenas empresas não têm margem para arcar com custo maior de trabalho (Foto: Divulgação)

As micro e pequenas empresas do Brasil serão as mais impactadas pela redução da escala de trabalho 6X1, caso seja aprovada no Congresso porque ela gera aumento no custo da mão de obra e as micro e pequenas empresas têm margens menores para absorver custos mais elevados. O alerta é da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedor Individual de Santa Catarina (Fampesc), que se manifesta contra a redução compulsória da escala de trabalho 6×1, que tramita no Congresso Nacional.

Continua após a publicidade

Para o presidente da Fampesc, Pedro Fank, a redução da jornada vai resultar na necessidade de novas contratações ou no pagamento adicional de horas extras para manter o mesmo nível de operação, o repasse de custos ao consumidor, o desestímulo a investimentos e o aumento da informalidade. Em um cenário de margens reduzidas e elevada carga tributária, qualquer ampliação obrigatória de despesas pode resultar na redução de postos de trabalho.

– Em Santa Catarina, onde a economia é fortemente sustentada pela indústria de transformação, pelo agronegócio e por uma ampla rede de micro e pequenas empresas, preservar a competitividade é fundamental para garantir emprego, renda e desenvolvimento regional – analisa o presidente da Fampesc.

Continua após a publicidade

Para a federação das micro e pequenas empresas de SC, o governo federal deve concentrar esforços na redução da carga tributária, simplificação burocrática, na qualificação profissional, no incentivo à inovação e no aumento da produtividade. Isso tudo para a economia ter ambiente mais equilibrado e sustentável para desenvolver atividades.

Leia também

Fiesc considera positiva derrubada do tarifaço, mas diz que nova taxa gera incerteza

Estado de greve na Argentina pode continuar e afetar comércio exterior de SC, diz Fiesc

Continua após a publicidade

Crise da cebola deve ser tema de audiência pública na Alesc, afirma deputado

Pequena cidade do Sul atrai turistas para ver fósseis de dinossauros

Continua após a publicidade

Impactos da greve geral na Argentina são acompanhados por setores econômicos de SC

Catarinense Amoveri firma acordo com grupos da Índia na área de fármacos contra câncer

Continua após a publicidade

Ituporanga quer seguir como “Capital Nacional da Cebola”, mas crise exige diversificação