O setor empresarial de Santa Catarina e de boa parte do mundo esperava com ansiedade a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade ou não do tarifaço adotado pelo presidente Donald Trump. A decisão saiu nesta sexta-feira e foi a favor do mercado, de que o tarifaço é ilegal. A resposta de Trump foi uma nova tarifa de 10% para o mundo todo vender aos EUA. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), essa nova taxa amplia cenário de incerteza e o exportador precisa diversificar mercados.
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Para a Fiesc, a decisão de impor tarifa global de 10% para importados com base na seção 122 é considerada uma retaliação à suspensão das tarifas recíprocas decidida pela Suprema Corte. De acordo com a entidade, a seção 122 autoriza a imposição de tarifas de até 15% por período máximo de 150 dias visando solução para o “equilíbrio do balanço de pagamentos”.

O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, considerou positiva a decisão da Suprema Corte de cortar as tarifas recíprocas com base na lei de emergência, mas a reação do presidente com a taxa de 10% mostra determinação do governo de manter a cobrança.
– São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos – conclui Gilberto Seleme.
A federação destaca que é preciso aguardar a publicação do Customs Border Protection – CBP (aduana americana) sobre a efetivação da decisão da Suprema Corte.
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A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, afirma que a entidade recebeu com satisfação a decisão da Suprema Corte de que a tarifa de 40%, mais 10%, não correspondia à legalidade. Mas como o quadro de incerteza continua, a entidade segue incentivando e apoiando as indústrias a diversificarem seus mercados no exterior.
– Nós estamos totalmente abertos a continuar trabalhando na abertura de novos mercados para diversificar o destino dos produtos catarinenses – destaca Maitê Bustamante.
A presidente da Câmara espera que negociações da indústria e do governo brasileiro com o presidente dos EUA, Donald Trump, deem ao país um pouco mais de sinalização de estabilidade para negócios.
Maitê Bustamante destaca também que a Fiesc segue trabalhando nos aspectos de promoção comercial com a União Europeia e outros mercados, visando a diversificação de oportunidades para indústrias catarinenses.
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