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    Acordo de municípios de SC com o Butantan para vacina coloca pressão sobre o governo do Estado

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    Por Ânderson Silva
    10/12/2020 - 17h33
    Ato de assinatura do protocolo por vacina contra o coronavírus entre Fecam e o Butantan
    Ato de assinatura do protocolo por vacina contra o coronavírus entre Fecam e o Butantan (Foto: Governo de São Paulo)

    A corrida pela vacina contra o coronavírus começou também dentro de Santa Catarina. E o governo do Estado saiu atrás. Os municípios, através da federação que os representa, a Fecam, deu o primeiro passo com o protocolo de intenções para acesso aos medicamentos produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac. Durante o ato de oficialização da parceria, nesta quinta-feira, ficou claro diante dos discursos que as prefeituras estão descontentes com a postura do governo estadual.

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    Justamente por isso é que correram atrás de outro governo, o de São Paulo. O mediador foi o catarinense Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do governador João Doria Junior (PSDB). Pela Fecam, além do presidente Paulo Roberto Weiss, o consultor Jailson Lima foi um dos elos da conversa entre os municípios catarinenses e os paulistas.

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    Na prática ainda há muitas dúvidas de como funcionará a vacinação quando os medicamentos estiverem prontos e liberados pela Anvisa. Não há detalhes sobre números e outros termos mais concretos. Mas o protocolo de intenções pressiona o governo de Santa Catarina, que mantém o discurso de esperar o governo federal e o seu plano nacional de imunização.

    Com a demora do Ministério da Saúde, entretanto, o governador Carlos Moisés da Silva terá que fazer escolhas. A Fecam deu uma cartada e agora espera os próximos passos. Naturalmente, com as notícias do Reino Unido e outros países começando a vacinação, a população catarinense cobrará pela imunização.

    Os prefeitos se anteciparam à pressão que chegará e apresentaram uma opção. Mesmo que ela não dê certo, foi um sinal de entrada na corrida pela vacina. O governo do Estado, internamente, não reagiu bem ao sinal da Fecam e esperava uma ação conjunta coordenada pelo governo federal. Independentemente das escolhas feitas até aqui, o que imposta é a vacina chegar até as pessoas de forma organizada e segura.

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