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Vacina da Covid-19 em SC: municípios e Butantan assinam acordo para compra de doses

Com a parceria, cidades catarinenses poderão adquirir o imunizante contra coronavírus, assim que for aprovado pela Anvisa

10/12/2020 - 10h34 - Atualizada em: 10/12/2020 - 16h15

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Por Fernanda Mueller
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Fecam e Butantan assinaram acordo para compra da vacina CoronaVac
(Foto: )

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) assinou um protocolo de intenções com o Instituto Butantan para compra da vacina CoronaVac nesta quinta-feira (10), às 15h, em São Paulo. Com a oficialização da parceria, as cidades de Santa Catarina poderão adquirir o imunizante contra a Covid-19, assim que a fórmula for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Nenhuma informação oficial sobre o protocolo foi divulgada durante o evento no Butantan, como por exemplo quantas doses poderão ser compradas pelos municípios catarinenses, o valor da vacina ou o prazo de entrega.

A CoronaVac começou a ser produzida pelo Butantan nesta quinta (10). Antes do evento com a Fecam, a diretoria do Instituto e o governador de SP, João Dória, oficializaram o início da produção no local. Segundo Dória, a manipulação e o envase do imunizante serão feitos em turnos sucessivos, sete dias por semana, para que a produção diária em São Paulo alcance a capacidade máxima de até um milhão de doses por dia. O primeiro lote terá aproximadamente 300 mil doses. Até janeiro, 40 milhões de doses da vacina deverão ser produzidos no local, segundo o governo paulista.

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O evento de assinatura do protocolo de intenções contou com a presença do diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu, o presidente da Fecam e prefeito de Rodeio, Paulo Roberto Weiss, a vice-presidente da Fecam e prefeita de Alto Bela Vista, Catia Tesmann Reichert, além dos prefeitos e prefeitas de outros 10 municípios catarinenses.

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Como é a vacina CoronaVac 

A vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, está na fase 3 de testes. Esta é a última etapa antes da aprovação pelas agências regulatórias de cada país. No caso do Brasil, a Anvisa. 

Em novembro, a revista científica Lancet Infectious Diseases divulgou que a vacina é 97% eficaz, com base na análise das fases 1 e 2. A expectativa é de que os resultados da última etapa sejam divulgados ainda neste mês.

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