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    Chefe da Casa Civil do governo Moisés, Amandio Junior é exonerado

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    Por Ânderson Silva
    26/06/2020 - 19h25 - Atualizada em: 26/06/2020 - 20h27
    Amandio João da Silva Junior ficou no cargo por um mês e meio (Foto: Divulgação)
    Amandio João da Silva Junior ficou no cargo por um mês e meio (Foto: Divulgação)

    Empossado em 11 de maio no cargo de Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira. A publicação está no Diário Oficial do Estado (DOE). Além dele, também saiu Sandro Yuri Pinheiro, assessor especial da pasta. No lugar de Amandio assumiu temporariamente Juliano Chiodelli, que era subchefe da pasta.

    Amandio assumiu em maio; relembre

    A posição do Estado e do próprio ex-secretário não deixam claro de onde partiu a decisão, mas pela publicado no DOE, ele foi demitido do cargo. Por nota, o governo disse que "com isso, o ex-secretário pode melhor prestar seus esclarecimentos pessoais perante as autoridades constituídas em relação aos fatos relacionados à sua atividade profissional desenvolvida na iniciativa privada".

    Renato Igor: CPI derrubou Amandio e Moisés fica sem o mentor da nova fase do governo

    Na última semana, durante a CPI dos Respiradores na Assembleia Legislativa (Alesc), o nome de Amandio veio à tona por conta de uma imagem em que ele aparece em uma chamada de vídeo junto com um empresário que participou do processo inicial dos respiradores. Samuel Rodovalho, o empresário em questão, acabou não vendendo para o Estado, mas teve um mandando de busca e apreensão cumprido contra ele na operação O2, do MP e Polícia Civil.

    Foi no celular de Rodovalho que os investigadores encontraram uma mensagem que levou o processo dos respiradores para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela cita a palavra "governador". E isso fez o inquérito subir para Brasília por conta do foro privilegiado do governador Carlos Moisés da Silva.

    Entrevista com Carlos Moisés: "O governo não foi omisso"

    O contato ocorreu quando ele não estava no cargo na Casa Civil. Por nota, Amandio disse que o assunto era a aplicação de testes de coronavírus através de uma parceria com a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif). Sandro Yuri Pinheiro, que também foi exonerado, estava na mesma chamada de vídeo.

    Por conta da imagem da chamada de vídeo, ele foi convocado a depor na CPI. A ida está marcada para a próxima terça-feira, na Alesc.

    Publicação no Diário Oficial desta sexta-feira
    Publicação no Diário Oficial desta sexta-feira
    (Foto: )

    Amandio assumiu o posto deixado por Douglas Borba, que foi exonerado por conta da investigação da compra dos 200 respiradores pelo governo de Santa Catarina. Borba está preso desde 9 de junho dentro da operação O2.

    O que motivou a prisão de Douglas Borba e outros quatro investigados

    O que disse Amandio

    Em nota divulgada à imprensa e também publicada nas redes sociais, Amandio disse: "a decisão não tem relação também com minha chamada a falar na CPI da Alesc, pois repito que sempre agi dentro das regras, normas e leis. Mas independente disso, a preservação neste momento e o apelo da família são mais importantes. Até mesmo instituições seríssimas que presidi acabam sendo atacadas injustamente simplesmente por interesses políticos e pelo cargo que até então eu exercia".

    Segunda passagem

    Amandio já havia trabalhado no governo do Estado como secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico Sustentável e ficou um ano no cargo. Ele saiu por descontentamentos internos com o atual titular da pasta, Lucas Esmeraldino.

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