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    Coronavírus em SC: números gritam por gestão da pandemia

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    Por Ânderson Silva
    11/07/2020 - 09h37 - Atualizada em: 11/07/2020 - 09h38
    Situação do coronavírus em Santa Catarina se agrava a cada semana
    Situação do coronavírus em Santa Catarina se agrava a cada semana (Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Secom)

    Para os incrédulos, os números comprovam: estamos vivenciando o momento crítico do coronavírus em Santa Catarina. Mesmo assim, segundo o próprio secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, ainda não é possível dizer que é o pico. Isso preocupa mais e exige ação das autoridades. O Estado agiu certo em março, ao se antecipar. Mas agora o quadro evoluiu e precisa de ações na gestão da pandemia, os números gritam.

    Quando Santa Catarina vai superar o pico de mortes e contágios por coronavírus

    As estatísticas sobem semanalmente. Para agravar, a ocupação de leitos de UTI começa a dar sinais preocupantes. As duas maiores cidades de Santa Catarina, por exemplo, enxergam o limite dos espaços de terapia intensiva pelo SUS.

    A mobilização dos prefeitos da Grande Florianópolis, como uma resposta de secretaria de Estado da saúde, demonstra evolução nas relações. É o que se espera no quadro atual. A relação entre as prefeituras de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu poderia ter evoluído antes, evidentemente. Foi somente diante do agravamento da ocupação dos leitos que a preocupação gerou a união. Mesmo assim, há de se reconhecer o ato, afinal "antes tarde do que nunca".

    Diante do grito dos números, chegou a hora de a gestão da pandemia mostrar eficácia. Prefeituras e o governo Estado precisam estar cientes de suas responsabilidades, seja para criação de mais estrutura de saúde ou para restrições de circulação conforme a evolução do quadro. Antes já era importante agir, agora é fundamental.

    Volta às aulas

    O próprio secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro, admite que ainda é cedo para a definição sobre a retomada das aulas presenciais em agosto. O cenário, porém, é desfavorável. Com a evolução dos casos semanalmente, a insegurança aumenta, principalmente dos pais dos alunos das diferentes redes. No caso do ensino superior, a maioria das universidades preferiu manter-se à distância mesmo com a liberação no começo de julho. O Conselho Estadual de Educação (CEE) já autorizou as atividades não presenciais e, inclusive, um modelo misto.

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