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    ‘Não há sinalização de pico ou platô’, diz secretário de Saúde sobre o coronavírus em SC

    André Motta Ribeiro concedeu entrevista à NSC TV na manhã desta terça-feira

    07/07/2020 - 08h21 - Atualizada em: 07/07/2020 - 09h01

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    Por Guilherme Simon
    André Motta Ribeiro
    O secretário de Saúde André Motta Ribeiro
    (Foto: )

    O secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, afirmou na manhã desta terça-feira (7) que ainda não há sinalização de pico ou platô da curva do coronavírus no Estado.

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    Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, ele afirmou que o que se percebe é uma aceleração da doença e o aumento da taxa de transmissibilidade, que hoje varia de 1,16, no melhor cenário, para 1,30, no pior cenário, o que significa, conforme Motta, uma “transmissão exponencial”, com aumento de casos e de óbitos.

    — Infelizmente, não temos essa informação de que chegamos ao pico. O que percebemos claramente é uma aceleração da doença e o aumento da taxa de transmissibilidade (...) O nosso cenário, a gente consegue fazer projeções para duas ou três semanas (...) mas, de qualquer maneira, não há sinalização de pico ou platô da doença no Estado de Santa Catarina — declarou o secretário.

    De acordo com a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), feita na noite de segunda-feira (6), Santa Catarina soma 33.822 casos de Covid-19 e tem 406 mortes pela doença. A ocupação geral dos leitos é de 67,5%. Porém, em algumas regiões a taxa de ocupação já chega perto do limite, como Florianópolis, que nesta segunda atingiu 90% de lotação das UTIs. Já em Tubarão, 100% dos leitos de UTI do SUS estavam ocupados na manhã desta terça.

    Motta também sobre a necessidade de aumento de leitos de UTI, o que tem sido motivo de cobrança de prefeitos. O secretário de Saúde afirmou que o governo continua ofertando equipamentos e recursos para ampliar esses leitos, mas relatou que há dificuldades para adquirir insumos e para contratar profissionais. Além disso, Motta também alegou que há muitas unidades onde não há a possibilidade de ampliar os leitos, afirmando que há “uma diferença entre querer e poder”.

    — Eu gostaria de ressaltar que desde o dia 12 de março o Coes tem feito um planejamento com 50 hospitais mapeados em Santa Catarina. Hoje nós temos praticamente 600 leitos, 570 nesse momento, mas outros tantos serão ativados nessa semana. O Estado tem feito esse aporte de recurso e discutido com os hospitais que têm condição de colocar leito de terapia intensiva. Existe uma série de pré-requisitos, necessidades técnicas para que isso aconteça. Nesse momento, nós temos mais de 400 leitos livres no Estado.

    Governo pode intervir em caso de 'inadequação de conduta' das prefeituras

    Ainda na entrevista, o secretário também falou sobre o modelo de regionalização de combate à doença, anunciado pelo governo há cerca de um mês. Questionado sobre as ações adotadas pelas prefeituras, ele afirmou que o governo não descarta a possibilidade de voltar a intervir nas restrições em casos de situação de risco.

    — O Estado continua sugerindo e notificando as necessidades que pontualmente aparecem, e os prefeitos e secretários municipais de saúde estão sendo notificados e alertados, a gente tem esse diálogo aberto. Mas, obviamente, se houver uma situação de risco maior ou uma inadequação de conduta, o Estado tem o papel de fazer a intervenção — disse André Motta.

    ‘Não existe tratamento comprovado cientificamente para prevenção’

    Na mesma entrevista, o secretário de Saúde também foi questionado sobre a adoção de medicamentos como a cloroquina e o vermífugo ivermectina para a Covid-19, anunciada por prefeituras como a de Itajaí e Balneário Camboriú.

    Motta afirmou que “até esse momento não existe nada cientificamente comprovado para a prevenção” da doença, e que o “melhor tratamento para o coronavírus continua sendo não pegar o vírus”.

    No entanto, o secretário disse que é importante que o tratamento seja entendido de forma individual, porque a Covid-19 pode se manifestar de forma diferente em cada pessoa.

    — É fundamental que o médico e as equipes médicas façam diagnóstico e monitoramento dos pacientes. Alguns pacientes precisam de uma abordagem, e outros de outras abordagens. Protocolos clínicos instituídos por gestores públicos precisam ter chancela de órgãos que regulamentam esses protocolos. Mas notas técnicas ‘orientatativas’, elas podem e devem acontecer — disse.

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