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    Entidades reagem à decisão de fechamentos em Florianópolis: "incoerente e injusta"

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    Por Ânderson Silva
    23/06/2020 - 07h48 - Atualizada em: 23/06/2020 - 08h46
    Fechamentos em Florianópolis começam a valer em 24 de junho (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom)
    Fechamentos em Florianópolis começam a valer em 24 de junho (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom)

    A decisão do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, de novos fechamentos teve reações rápidas. Entidades civis organizadas dos setores reclamaram da decisão. As restrições ocorrem por conta do agravamento do quadro do novo coronavírus na Capital. Os representantes das empresas atingidas lamentaram as novas restrições. Para a Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes em Santa Catarina (Abrasel-SC), a decisão foi considerada "incoerente e injusta".

    OPINIÃO: Medidas em Florianópolis são respostas à irrespomsabilidade

    Em nota, a entidade disse que considera as restrições "incoerentes para o setor de bares e restaurantes, uma vez que diferem do protocolo que a própria Prefeitura havia divulgado em seu site Covidômetro, caso houvesse reclassificação de risco moderado para alto". Para a Abrasel haveria outros tipos de ações como a redução da capacidade e não o fechamento à noite, como determinado: "Também lamenta que a falta de cumprimentos por parte de uma minoria penalize a todos".

    Para o presidente da Câmara de Dirigentes de Lojistas (CDL), Ernesto Caponi, "é inaceitável que galerias comerciais, shopping centers, bares, restaurantes, lanchonetes, padarias e até supermercados sejam afetados pela aparente negligência exibida por por parte da população no último final de semana". Para ele, "nem de longe esses segmentos foram os responsáveis, mas parece que estão sendo punidos por isso".

    Outra entidade que reagiu aos fechamentos foi o Sindilojas. O presidente do sindicato, Paulino de Melo Wagner, diz que: "Se algumas pessoas não estão adotando comportamento social sensato, que se encontre meios de coibir tais violações. Mas não se pode querer aprisionar a população ou restringir atividades econômicas, simplesmente porque uma pequena minoria não está sendo sensata com sua própria segurança".

    O secretário de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, defendeu que as restrições anunciadas pela Capital nesta segunda-feira (22) sejam acompanhadas pelas prefeituras da região. Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, ele destacou a necessidade de ações conjuntas para conter o novo avanço do coronavírus nas cidades.

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