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Mansão e sala comercial em Florianópolis apreendidas na Lava-Jato vão a leilão

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Por Ânderson Silva
10/08/2021 - 15h26 - Atualizada em: 11/08/2021 - 08h37
Mansão em Jurerê Internacional está avaliada em R$ 4,5 milhões
Mansão em Jurerê Internacional está avaliada em R$ 4,5 milhões (Foto: Divulgação/Zampieri Leiloeiro)

Uma mansão em Jurerê Internacional e uma sala comercial no Centro de Florianópolis apreendidas pela Justiça vão a leilão nesta quarta-feira (11). Os imóveis pertencem a investigados na operação "Câmbio, desligo", deflagrada em 2018, um desdobramento da Lava-Jato. Ao todo, a casa e a sala somam um valor inicial de lance de R$ 7,3 milhões. O leilão é promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e teve a autorização do juiz da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas.

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Segundo detalhes disponíveis no site do leiloeiro oficial, a mansão tem 821,33 metros quadrados de área construída. A avaliação inicial dela é de R$ 4,5 milhões. O imóvel fica dentro do condomínio Premier Jurerê Residence Club I. Além de grande espaços dos quartos, cozinha, banheiros e garagem, o local ainda tem uma adega e pisicina.

Já a sala comercial fica na Rua Padre Roma, região Central da Capital catarinense. A avaliação inicial é de R$ 2,8 milhões. Pela descrição oficial, a estrutura fica no térreo do Edifício Premier Office Center, além de ter também uma sobreloja anexa. Ao todo, são 500 metros quadrados de espaço.

Como arrematar

Para participar, os interessados devem fazer propostas no site do Zampieri Leiloeiro, onde também há mais fotos dos imóveis. Caso até esta quarta-feira não seja feita nenhuma oferta igual ou superior ao que foi avaliado pelos imóveis, a venda será retomada em uma semana, no dia 18 de agosto, e poderá ser arrematada pela melhor proposta, desde que o lance não seja inferior a 75% do valor inicial. Segundo o MJSP, a arrematante que optar por parcelamento deverá pagar 25% do valor do lance à vista e o restante parcelado em até 30 meses, com valor mínimo de R$ 1 mil cada prestação.

Leilões de apreensões

Conforme o secretário Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas do ministério, Luiz Roberto Beggiora, quem fizer a compra "estará contribuindo para a descapitalização das organizações criminosas e na aplicação desses recursos em políticas públicas, que retornaram à sociedade para investimento na área de segurança pública nos Estados".

Somente em Santa Catarina, desde 2019, foram a leilão 230 ativos, entre eletrônicos, carros e imóveis, apreendidos em ações das polícias. Os recursos vão para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) usar no financiamento de políticas de combate às Drogas. Uma parte dos valores é investida nas polícias dos Estados que fizeram a apreensão.

Operação "Câmbio, desligo"

A "Câmbio, desligo" foi deflagrada em 3 de maio contra um grandioso esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio. A força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio atribui crimes de pertinência à organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação de instituição financeira não autorizada.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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