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Nutrição

Memória afetiva e gastronômica: "o cheirinho da comida de vó" explicado pela psicogenealogia

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Por Carol Bandeira
19/10/2020 - 14h58
Já se percebeu despertando aquelas memórias gostosas de infância, ou de conexão com sua família por meio das refeições?
Já se percebeu despertando aquelas memórias gostosas de infância, ou de conexão com sua família por meio das refeições? (Foto: pexels, banco de imagens)

Você já sentiu um cheirinho de comida e imediatamente lembrou da sua vó, ou de sua mãe ou de algum de seus antepassados? Já se percebeu despertando aquelas memórias gostosas de infância, ou de conexão com sua família por meio das refeições? Já colocou em prática aquela receita de bolo que é passada de geração em geração? Pois, pensando em tudo isso que chamei a Franciany Madeira, especialista em psicogenealogia para falar sobre este assunto.

A especialista relata que essas são algumas das inúmeras possibilidades que tornamos conscientes nossa relação afetiva das memórias que trazemos das pessoas que amamos com aquelas comidinhas que nos deixam emocionados.

Mas afinal o que é psicogenealogia? 

A psicogenealogia é uma área do conhecimento que estuda as transmissões transgeracionais (que atravessam as gerações) e intergeracionais (entre as gerações). As transmissões intergeracionais são aquelas que são transmitidas de geração a geração como o estilo de vida, os modos de ser, saber e fazer, os valores, as ideias, os padrões de comportamento, a memória, as lendas, os tabus, os mitos, os totens, as referências religiosas e civis.

Herdamos de nossos ancestrais não somente a cor dos olhos ou do cabelo, por exemplo, recebemos um legado psíquico e emocional, que ocorre de forma transgeracional e também um legado de valores, de referências de forma intergeracional.

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A família é onde tudo acontece, é o grande laboratório do amor, onde aprendemos a amar e a perdoar, aprendemos a superar e a desenvolver a resiliência, e é nela que herdamos as experiências mais importantes de nossa vida.

Na grande maioria das vezes, vivenciamos essas experiências ao redor de uma mesa, saboreando a companhia dos nossos familiares com aquela comidinha “clássica” e acabamos relacionando e identificando o alimento com uma memória. Por exemplo: Na minha infância, todos os domingos eu acordava com aquele cheirinho de churrasco do meu pai que religiosamente preparava assistindo o Ayrton Senna nas corridas de Fórmula 1. E hoje, a história se repete com meu marido e minhas filhas: domingo é dia de churrasco - não tem mais as corridas de Fórmula 1, mas o churrasco tá sempre presente.

Sabemos que o tempo não volta atrás, deixando aqueles instantes de felicidade plena apenas na memória. Mas podemos reviver aquela mesma sensação quando trazemos novamente aquela receita de “pão da nossa avó”, aquele “churrasco do nosso pai”, aquele “salpicão de Natal”, a feijoada do padrinho, aquele pão quentinho saindo do forno. Essas são as chamadas memórias afetivas, que não são apenas do que lembramos, mas dos motivos que nos fazem lembrar e são carregadas de sensações e sentimentos.

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Então que tal relembrar esses instantes tão preciosos da tua vida? Que tal preparar aquela receita do seu familiar e preparar aquela mesa cheia de afeto, significado, história e memória? Que tal resgatar e manter vivas as nossas histórias e as lembranças da nossa família através do paladar? Nunca esqueça, que tudo isso nos enche de vida e de amor!

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Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

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