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Origem da fortuna de Luciano Hang é alvo de relatório da Abin, diz site

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Por Dagmara Spautz
22/06/2021 - 10h23 - Atualizada em: 23/06/2021 - 08h05
Luciano Hang é apoiador e próximo ao presidente Bolsonaro
Luciano Hang é apoiador e próximo ao presidente Bolsonaro (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo NSC)

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria produzido um relatório sobre a fortuna do empresário Luciano Hang, para alertar o Palácio do Planalto sobre eventuais “riscos” que a proximidade com o catarinense poderia representar ao governo federal. As informações são do repórter Lucas Valença, do portal Uol.

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Em nota divulgada no fim da manhã desta terça-feira no site oficial do governo, a Abin negou ter "produzido, recebido ou difundido" o relatório citado na matéria. 

Abin nega ter investigado fortuna de Luciano Hang

De acordo com a reportagem, o documento da agência, de 15 páginas, reúne informações sobre supostas “inconsistências” no enriquecimento de Hang. O relatório traz pontos da trajetória empresarial do catarinense desde a compra de uma tecelagem em Brusque, aos 21 anos. O empresário hoje integra a lista de bilionários brasileiros da revista Forbes, com uma fortuna de US$ 2,7 bilhões.

A reportagem diz que a agência federal coloca interrogações sobre o crescimento da fortuna de Luciano Hang ao longo das últimas décadas. “Sempre expandindo os negócios, sem sócios, sem investidores, sem endividamento e muitas vezes parecendo possuir uma fonte oculta de recursos, que não se explicaria apenas por sonegação fiscal e contrabando de artigos importados para lojas”, diz trecho do relatório destacado na matéria do Uol.

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O texto fala também da investigação aberta pelo STF para apurar ataques à Suprema Corte, que levantaram a suspeita de que Hang seria um dos “financiadores” desses atos – o que o empresário sempre negou. O catarinense foi alvo de operação da Polícia Federal e teve as redes sociais bloqueadas pela Justiça.

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CPI da Covid

O relatório teria sido produzido após a publicação, pelo Valor Econômico, de que empresários sugeriram ao Ministério da Saúde a mudança na divulgação de dados sobre mortes na pandemia – Hang entre eles. 

Mas o catarinense não teria sido o único avaliado pela Abin. Outros empresários próximos ao presidente também seriam alvo de relatórios, que buscam identificar pontos controversos na biografia dos apoiadores que poderiam respingar no governo.

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Os papéis foram encaminhados pela Abin à Casa Civil, ao Exército e à Polícia Federal – e, segundo a apuração do repórter, chegaram às mãos de um senador da CPI da Covid. A Comissão, que investiga ações e omissões do governo federal na pandemia, chegou a considerar a quebra de sigilo bancário e fiscal de Luciano Hang.

A coluna procurou a assessoria de imprensa e a assessoria jurídica de Hang pela manhã, mas ainda não obteve resposta. O Uol publicou duas respostas do departamento jurídico da Havan. A primeira diz que "todas as empresas do senhor Luciano Hang estiveram e estão dentro da lei, submetidas a todas as regras de controle, de modo que jamais houve agiotagem ou lavagem de dinheiro". A segunda classifica a reportagem como "Fake News" porque "se houvesse qualquer documento, seria sigiloso e, portanto, inacessível pelo UOL". 

O escritório de advocacia Leal & Varasquim, que representa Luciano Hang, informou que "irá entrar com as medidas jurídicas contra o portal de notícias UOL pela divulgação de fake news".

Veja nota da Abin

Nota da Abin
Nota da Abin
(Foto: )

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