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Caiu a medição de temperatura no comércio em SC; é hora de focar no que funciona

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Por Dagmara Spautz
02/10/2021 - 12h34
Aferição de temperatura era obrigatória desde o ano passado
Aferição de temperatura era obrigatória desde o ano passado (Foto: Diorgenes Pandini, Arquivo NSC)

A nova portaria da Secretaria de Estado da Saúde que entrou em vigor na sexta-feira (1º) não traz mais entre as medidas impostas ao comércio a aferição de temperatura na entrada de estabelecimentos como supermercados. A mudança ocorreu sem muito alarde, e ainda havia termômetros sendo apontados para os braços dos clientes neste sábado.

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A extinção da regra coloca fim a um protocolo contaminado por teorias da conspiração, que acabou por se mostrar de baixa efetividade. Quando nasceu, lá em 2020, a aferição de temperatura tinha dois objetivos. O primeiro deles era identificar pessoas com febre, que pudessem estar contaminadas com o novo coronavírus. O segundo era evitar que pessoas que já sabiam estar com Covid-19 andassem por aí espalhando a doença.

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Fazia sentido, embora o tempo tenha demonstrado que uma boa parte dos contaminados não tem febre, ou mesmo não apresenta sintoma algum – e mesmo assim transmite Covid-19. Mas as ondas de fake news que inundam as redes sociais conseguiram fazer um estrago nos termômetros do supermercado. Inventaram que as pistolinhas de aferir temperatura causavam danos cerebrais. Pois é.

Clientes passaram a pedir para os atendentes aferirem a temperatura no pulso, e de uma hora para outra esse virou o padrão. Quem ainda insistia em fincar pé na sanidade pedia para fazer a medição corretamente. Mas havia outro problema: as maquininhas geralmente traziam informações estapafúrdias, mesmo quando apontadas corretamente. Marcavam impossíveis 34ºC, 33ºC, sinalizando que talvez estejamos vivendo entre uma legião de mortos-vivos.

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Fato que é que as teorias da conspiração, a falta de qualidade de alguns equipamentos e a falta de efetividade da medição de temperatura como prevenção à Covid-19 fizeram dos termômetros um daqueles gestos automáticos que vamos incorporando ao cotidiano. Está certa a Secretaria de Estado da Saúde ao suspender a exigência a esta altura.

No entanto, é importante que reforce a necessidade de cumprir religiosamente outras medidas que são (essas sim) eficazes e ainda necessárias, como manter os ambientes arejados, usar a máscara corretamente (com o nariz coberto) e dar preferência às máscaras de melhor qualidade. A esta altura da pandemia, sabemos o suficiente para investir nas medidas que dão certo.

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