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Opinião

Discussão sobre Passaporte Sanitário causa show de horrores na Alesc, mas a irresponsabilidade perdeu

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Por Dagmara Spautz
22/02/2022 - 18h35
Manifestantes antivacinas pressionaram deputados
Manifestantes antivacinas pressionaram deputados (Foto: Jeferson Baldo/Agência AL)

O parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a um projeto de lei que proibiria o Passaporte da Vacina em Santa Catarina esteve perto de ser derrubado na Alesc nesta terça-feira (22). A votação terminou empatada em 15 a 15, e foi preciso que o presidente da Casa, deputado Moacir Sopelsa (MDB), desse o voto de minerva.

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A proposta foi arquivada, mas a discussão serviu de palco para que alguns deputados dessem um show de desinformação. Mais de dois anos depois do início da pandemia, e com mais de 21 mil catarinenses mortos por Covid-19, parlamentares se prestaram a um desserviço ao Estado, justamente no momento em que a dose de reforço custa a alavancar.

O espetáculo grotesto tinha endereço certo: a ruidosa plateia que aplaudia as manifestações favoráveis à proposta e vaiava os deputados que tentavam trazer o debate à luz da razão. Horas antes, os celulares dos parlamentares haviam sido inundados por mensagens de militantes antivacinas, pedindo apoio ao projeto.

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No debate ficou claro que, a esta altura, alguns parlamentares ainda não entenderam, ou fingem não entender, que vacina é um pacto de saúde coletivo. Sobraram afirmações irresponsáveis, como a de que “não faz sentido obrigar a vacinação se os vacinados também se contaminam”. Pelo visto, ignoram o papel fundamental que elas têm em preservar o sistema de saúde. Talvez tenham esquecido que, antes das vacinas, tivemos centenas de pessoas na fila de espera por um leito de UTI e pessoas intubadas no corredor nos hospitais do Estado.

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Sobrou até um “deixa as pessoas trabalharem”, como se a vacina impedisse o desenvolvimento econômico. Justo ela, que nos devolveu alguma liberdade e fez e a roda da economia voltar a girar.

Entre os que protagonizaram o show de horrores havia dois perfis: o dos extremistas, que encontraram eco no movimento antivacinas, e o dos oportunistas, que subvertem o discurso para abocanhar o eleitor desatento com o discurso da “liberdade individual”. O placar empatado é um sinal de alerta para Santa Catarina. Há que se prestar mais atenção no que ronda o Legislativo.

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